Incêndios: Portugal entra em situação de contingência entre 11 e 15 de julho

9 jul, 20:14
Portugal em risco máximo de incêndio (Paulo Cunha/Lusa)

Proteção Civil prevê noite difícil. País passa para estado de alerta vermelho em todo o território nacional. Medida tem um caráter preventivo, sublinhou o ministro da Administração Interna

Portugal vai entrar em "situação de contingência" entre 11 e 15 de julho devido ao risco de incêndios. A informação foi avançada pelo ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, após reunião com os ministérios da Defesa Nacional, do Ambiente e das Alterações Climáticas, da Agricultura e Alimentação e da Saúde.

Devido à conjugação dos vários fatores que propiciam um incêndio (altas temperaturas, situação de seca, ventos de várias orientações), o Governo vai declarar o estado de contingência no país entre os dias 11 e 15 de julho, e todas as equipas de proteção civil no território continental passam para o estado de alerta vermelho devido às condições meteorológicas, o mais alto nível de alerta.

"O objetivo é que, estando em estado de contingência, a Autoridade Nacional da Proteção Civil tenha a autonomia necessária para poder gerir e coordenar os meios e recursos que considere necessários para combater os incêndios", argumentou José Luís Carneiro.

No imediato, mantém-se válidas as medidas do estado de alerta e a partir de segunda-feira transitam para a declaração de situação de contingência, explica José Luís Carneiro, adiantando que será possível a contratação de "até mais 100 equipas de reforço" de bombeiros.,

Maior parte dos incêndios causados por negligência

"O mais importante de tudo quanto vos podemos transmitir tem mesmo que ver com os comportamentos e com a necessidade de atitudes e comportamentos responsáveis. É o mais importante contributo que podem dar aos portugueses e para a nossa segurança coletiva", sublinhou José Luís Carneiro logo no início da declaração desta noite.

De acordo com o governante, a maior parte dos fogos que deflagram no país tiveram origem em comportamentos negligentes. "Mais de 50% dos incêndios que ocorreram até agora tiveram origem em comportamentos que não respeitaram os padrões de exigência e de responsabilidade que têm vindo a ser estabelecidos."

País

Mais País

Patrocinados