Conselho de administração do Hospital de São João demite-se

20 dez 2021, 17:08

Demissão acontece na sequência do incêndio ocorrido no domingo no serviço de pneumologia daquele hospital. "Apesar da avaliação inicial excluir falha infraestrutural da instituição", Fernando Araújo considera que "existe um sentido ético no exercício das responsabilidades públicas que não pode ser esquecido"

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Fernando  Araújo, presidente do Conselho de Administração do Hospital de São João, no Porto, anunciou hoje o pedido de demissão do CA na sequência do incêndio ocorrido no domingo.

Numa breve declaração à porta do hospital, Fernando Araújo referiu-se ao "incêndio de elevada complexidade" que causou "lamentavelmente uma vitima mortal e quatro feridos graves".  Além disso, "vários profissionais necessitaram de receber apoio e cuidados psicológicos", tendo tido alta durante a noite.

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Segundo o presidente do CA, "o plano de incêndio do hospital e o plano interno foram prontamente ativados possibilitando a evacuação de emergência bem como o combate ao incêndio pelas equipas internas e as  corporações de bombeiros". Fernando Araujo quis "realçar a forma profissional e altruísta como os profissionais reagiram."

"As causas do incêndio estão a ser apuradas", disse Fernando Araújo, sublinhando que o CA está a cooperar ativamente com as autoridades que estão a investigar o caso

"Apesar da avaliação inicial excluir falha infraestrutural da instituição", Fernando Araújo considera que "existe um sentido ético no exercício das responsabilidades públicas que não pode ser esquecido". Por esse facto, o CA  apresentou à ministra da Saúde um pedido de demissão, mantendo-se em funções até que a tutela tome uma decisão.

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IGAS já abriu inquérito

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) abriu esta segunda-feira um inquérito após o incêndio no Hospital de São João, no Porto, que provocou um morto e nove feridos, quatro deles em estado grave.

Cinco profissionais de saúde foram também afetados pelo fogo, que deflagrou durante a tarde deste domingo, atingindo o piso 9 daquela unidade hospitalar, onde está inserido o serviço de pneumologia. 

Em comunicado enviado ainda na noite de domingo, o Centro Hospitalar adiantou também que iria abrir um processo para apurar as causas do incêndio que, ao que tudo indica, terá sido provocado por um isqueiro.

A ministra de Saúde, Marta Temido, esteve esta tarde no São João e lamentou a morte provocada pelo incêndio: "A ministra da Saúde lamenta profundamente a morte registada e endereça sentidas condolências aos familiares das vítimas e deseja uma rápida recuperação a todos os feridos", referiu o gabinete de comunicação do Ministério da Saúde.

A ministra expressou ainda "total solidariedade" com o Conselho de Administração do CHUSJ, aos profissionais de saúde e "todas as pessoas afetadas por esta tragédia". Marta Temido agradeceu ainda a todos os profissionais que "prontamente" se deslocaram aos doentes e combateram este "trágico incêndio". 

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