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Três grandes incêndios e outros cinco que preocupam: a situação em Portugal

Andreia Miranda , Notícia atualizada às 15:19
29 jul 2025, 14:07

O que começou em Ponte da Barca durante o fim de semana depressa se alastrou a grande parte do país. Neste momento há incêndios em Viana do Castelo, Aveiro, Castelo Branco, Santarém, Porto, Portalegre ou Viseu

Mais de 2.600 operacionais estão no terreno, esta terça-feira, a combater dezenas de incêndios que lavram por todo o país. Arouca é, segundo a Proteção Civil, "o incêndio que preocupa mais".

De acordo com o site da Proteção Civil, há sete incêndios significativos: Arouca, Nisa, Ponte da Barca, Penamacor, Penafiel, Tondela e Sever do Vouga. 

Os incêndios de Arouca e de Penamacor, que tiveram início esta segunda-feira, entre a tarde e a noite, continuam a preocupar as populações, juntando-se ao de Ponte da Barca, onde as chamas lavram desde a noite de sábado. No caso de Sever do Vouga, trata-se de uma reativação, uma vez que o incêndio deflagrou durante a madrugada desta terça-feira, foi dado como dominado durante a manhã, e concentra agora 72 operacionais, 23 veículos e 1 meio aéreo.

Em Arouca, o número de operacionais é de 630 e concentra o maior número de veículos (213) e três meios aéreos. O fumo do incêndio - que deflagrou na tarde de segunda-feira - já chegou à zona costeira (Espinho e São Félix da Marinha) e a força das chamas fez com que várias pessoas tivessem de ser retiradas da aldeia de Fornos de Carvão, Vilar de Eirigo e o Seixo.

Durante a madrugada, a Câmara Municipal de Arouca ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil "atendendo à acelerada progressão dos incêndios atualmente ativos nas freguesias de Alvarenga e de Canelas/Espiunca deste concelho, bem como à persistência das temperaturas extremas até 30 de julho previsivelmente".

O incêndio alastrou, durante a manhã, ao concelho de Castelo de Paiva, que também ativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, e onde na freguesia de Real ardeu um armazém de uma fábrica de móveis.

O incêndio de Ponte da Barca lavra já há quase três dias, uma vez que começou às 21:47 de sábado, e concentra 393 operacionais, 128 veículos e 1 meio aéreo. Na noite de segunda-feira, a freguesia de Ermida, em Ponte da Barca foi a principal preocupação da proteção civil no combate ao fogo. O comandante sub-regional do Vale do Ave da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Rui Costa, revelou que "os idosos e pessoas com mobilidade reduzida [de Ermida]" foram "abrigados na Igreja de Entre-Ambos-os Rios".

Em Penamacor, Castelo Branco, o combate às chamas está a ser feito no terreno por 411 operacionais, apoiados por 130 veículos e 8 meios aéreos, enquanto em Penafiel estão 73 operacionais, 18 veículos e dois meios aéreos, e em Tondela 174 operacionais, 46 veículos e 4 meios aéreos.

Pouco depois foi confirmado que o incêndio de Nisa também faz parte das ocorrências significativas, juntando já mais de 150 operacionais e alguns meios aéreos. Fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo indicou à agência Lusa que o fogo, para o qual foi dado o alerta às 12:32, consome uma área florestal com pinheiro e eucalipto, junto à aldeia de Vinagra.

Segundo a mesma fonte, a aldeia foi parcialmente evacuada, por precaução, há cerca de uma hora, devido à proximidade das chamas.

Em Santarém, mais concretamente em Alcanede, está a lavrar outro incêndio com cerca de 150 operacionais apoiados por três meios aéreos.

Segundo a Proteção Civil, "até ao momento, em termos de declaração de alerta, o município de Cascais e o município de Sintra declararam alerta no âmbito daquilo que é as suas competências próprias, dos seus presidentes de Câmara, e foram também ativados os planos municipais de emergência e proteção civil de Castelo de Paiva, Arouca, Penamacor e Idanha-a-Nova".

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