Mais de 500 bombeiros continuam a combater um incêndio de grandes dimensões no Parque Nacional de Cairngorms, na Escócia, que já dura há dez dias. As autoridades declararam situação de incidente grave, ordenaram a retirada preventiva de habitantes e o governo escocês pediu apoio aéreo militar ao Reino Unido
Um incêndio florestal de grandes dimensões continua ativo há dez dias no Parque Nacional de Cairngorms, nas Terras Altas da Escócia, levando as autoridades a declarar um incidente grave e a ordenar a evacuação preventiva de parte da população da aldeia de Nethy Bridge.
Mais de 500 bombeiros, apoiados por veículos especializados, helicópteros de combate aos incêndios, drones e equipas de várias entidades, estão mobilizados para travar as chamas, cuja evolução tem sido dificultada pela mudança da direção e intensidade do vento.
Perante o agravamento da situação, o primeiro-ministro escocês, John Swinney, anunciou que solicitou ao Governo britânico apoio militar aéreo para reforçar os meios já no terreno. Apesar de admitir que o cenário melhorou ligeiramente durante o dia de sábado, o governante classificou o incêndio como um incidente "grave e sério".
A Polícia da Escócia determinou a evacuação de várias habitações em Nethy Bridge e de uma pequena zona junto a Dorback Lodge, por receio de que o fogo pudesse aproximar-se das áreas residenciais. Os habitantes deslocados foram encaminhados para um centro de acolhimento temporário em Aviemore.
O incêndio deflagrou a 15 de julho nas proximidades de Glenmore e chegou a consumir cerca de seis quilómetros quadrados de vegetação, incluindo urze e pequenas árvores. O fumo já foi visível a quase 100 quilómetros de distância, atingindo zonas como Aberdeen, enquanto as autoridades emitiram avisos para que os residentes em Tomintoul mantivessem portas e janelas fechadas devido à má qualidade do ar.
A resposta das autoridades tem sido alvo de críticas por parte de alguns moradores, que consideram que a declaração de incidente grave e o reforço dos meios chegaram demasiado tarde. Residentes retirados relataram momentos de medo ao observarem as chamas aproximarem-se das habitações e descrevem a coluna de fumo como "apocalíptica".
Segundo os serviços de emergência, o incêndio continua "dinâmico e imprevisível", com as condições meteorológicas a favorecerem novos reacendimentos e alterações rápidas na propagação das chamas. As equipas continuam a construir faixas de contenção para tentar impedir que o fogo alcance novas áreas habitadas.
