45% das casas compradas por jovens em Lisboa custam até 250 mil euros

15 nov, 14:48
Lisboa (Fotos: Arthouse/Pexels)

Câmara de Lisboa vai dar isenção de IMT aos jovens até 35 anos que comprem casa até 250 mil euros na cidade. Valor representa 45% das transações

A Câmara de Lisboa vai dar isenção de IMT a todos os jovens até aos 35 anos que comprem casa até 250 mil euros na cidade em 2023. O vice-presidente disse esta terça-feira que 45% das casas compradas por jovens na cidade custam até 250 mil euros. Esta medida vai custar 4,5 milhões de euros aos cofres da autarquia.

“Trabalhámos com as entidades financeiras e percebemos que cerca de 35% das operações imobiliárias em Lisboa são protagonizadas por menores de 35 anos e tivemos por parte da Autoridade Tributária a confirmação de que, entre essas aquisições, cerca de 45% têm um valor igual ou inferior a 250 mil euros”, adiantou o vice-presidente Filipe Anacoreta Correia, durante a apresentação do orçamento municipal para 2023.

Nesse sentido, a autarquia vai dar, em 2023, isenção de IMT a todos os jovens até aos 35 anos que comprem uma casa até 250 mil euros na cidade. Com esta medida, os jovens irão poupar até 8.322 euros — o valor que pagariam de IMT por uma causa de 250 mil euros.

“Sabemos que em 2022 houve uma arrecadação de 4,5 milhões de euros de receita fiscal neste universo. Queremos sinalizar a importância de termos medidas para a população mais jovem, que quer viver na cidade de Lisboa numa altura difícil“, disse o também responsável pelo pelouro das Finanças.

Em resposta às questões do ECO, nomeadamente se este teto de 250 mil euros é suficiente, Filipe Anacoreta Correia afirmou que “essa questão tem de ser colocada a outros responsáveis políticos para se perceber se há outro tipo de ajudas”. “Estamos a dar um forte contributo porque estamos a renunciar à receita que essas aquisições representariam em termos de IMT. E não pararemos por aqui”, acrescentou.

Na mesma apresentação, o vice-presidente adiantou que será feito um investimento no arrendamento acessível, nomeadamente através de construção nova. O orçamento para 2023 prevê 122 milhões de euros para a habitação, onde se inclui um reforço do subsídio municipal de arrendamento, embora essa seja uma medida inscrita no pacote anti-inflação.

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