PSP faz buscas no IMT e em centros de inspeção por suspeitas de corrupção. Há 34 detidos até ao momento

28 jun, 11:20
PSP

Em causa está a inspeção fraudulenta de veículos, que eram sempre aprovados a troco de dinheiro

A Polícia de Segurança Pública realizou buscas no Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), sabe a CNN Portugal, bem como em sete centros de inspeção de veículos e num escritório de advogados.

A operação decorre nas regiões de Lisboa, Porto, Setúbal, Braga e Faro e até ao momento há 34 detidos.

Em causa está a inspeção fraudulenta de veículos, que eram sempre aprovados a troco de dinheiro.
 
Estão em curso buscas domiciliárias e não domiciliárias para recolha de prova de crimes de corrupção passiva para ato ilícito, corrupção ativa para ato ilícito e falsificação de documento agravada.

A PSP está a dar cumprimento a 38 mandados de detenção e 50 buscas domiciliárias e não domiciliárias.

"Foram recolhidos indícios que alguns suspeitos, administradores de facto ou de direito de diversas empresas gestoras de CITVs, implementaram em centros um esquema fraudulento que permitia a aprovação de veículos sem proceder à anotação de deficiências que os veículos apresentavam e ou sem adotar procedimentos de inspeção legalmente obrigatórios, recebendo indevidamente vantagens patrimoniais e não patrimoniais, entregues pelos clientes dos CITVs. Encontram-se também sob investigação outras pessoas que poderão ter facilitado a concretização de alguns negócios e ou favoreceram essas empresas, nomeadamente junto de entidades públicas", diz a PSP em comunicado enviado à CNN Portugal.

A operação, denominada "Hydra", teve início às 10 horas, nos concelhos de Braga, Vila Verde, Vila Nova de Famalicão, Guimarães, Vizela, Fafe, Amarante, Lousada, Gondomar, Porto, Matosinhos, Valongo, Loures, Lisboa, Agualva-Cacém, Azambuja, Vila Franca de Xira, Seixal, Palmela, Setúbal, Silves, Lagoa e Portimão.

O IMT também já reagiu em comunicado, garantindo estar "a prestar toda a colaboração e a fornecer todos os elementos solicitados pelas autoridades".

Segundo ainda a PSP, as buscas e detenções "constituem o culminar da investigação desenvolvida em três inquéritos distintos, iniciados em 2017, 2019 e 2020".

Os arguidos vão agora ser presentes a primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação.

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