“Os booms imobiliários acabaram". Preços das casas podem cair até 3% em Portugal este ano

10 jan, 11:28
Lisboa

Cenário-base feito pela Moody’s aponta para uma variação dos preços das casas entre -3% e 1% em Portugal

Mesmo num contexto de subida da inflação e das taxas de juro, o mercado imobiliário vai continuar resiliente. A Moody’s antecipa que os preços das casas se vão manter estáveis em 2023, embora admita que o risco de correção está a aumentar. Num relatório publicado esta terça-feira, a agência de rating traça um cenário-base para Portugal, admitindo uma variação entre os -3% e os 1%.

“Os booms imobiliários acabaram, com alguns mercados em risco de grandes correções de preços, mas não prevemos desacelerações desordenadas semelhantes às da crise financeira global“, diz a Moody’s, no documento.

A agência de notação financeira refere ainda que os preços das casas continuam “resilientes, apesar da queda na confiança do consumidor”. Contudo, “o risco de correção dos preços das casas aumentou à medida que acelera a inflação e sobem os juros e o abranda o crescimento económico”.

Analisando vários países, a Moody’s nota que, em Portugal, em 2021, os preços das casas aumentaram 9,1% e, em 2022, a subida foi de 13,9%. No entanto, entre 2019 e 2021, a média de evolução dos preços foi equivalente a uma subida de 1%.

Para 2023, a agência traça um possível cenário-base que vai de uma queda de 3% nos preços até uma subida de 1%. Para a Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, a Moody’s prevê descidas de preços este ano, que podem ir de -1% no caso da Alemanha até aos -8% no caso dos Estados Unidos.

Em declarações ao ECO, vários profissionais do setor imobiliário anteciparam uma subida dos preços das casas e das rendas em 2023. As expectativas apontam, contudo, para uma redução do número de transações e, em linha com o aumento das taxas de juro, há quem acredite que será mais fácil suportar o custo de uma renda do que pagar uma prestação ao banca.

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