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Os portugueses "não querem trabalhar": Miguel Sousa Tavares está preocupado com isso e com a "paranoia" dos 5%

25 jun 2025, 23:00

Comentador olhou para a cimeira da Nato e conclui assim: "Vamos gastar dinheiro que não temos a comprar armas de que não precisamos para uma ameaça que não existe". Por outro lado: deseja "boa sorte ao Governo" por achar que "mete a extrema-direita no bolso"

Miguel Sousa Tavares critica as alterações à lei da nacionalidade promovidas pelo Governo. O comentador da TVI (do mesmo grupo da CNN Portugal) considera que o executivo de Luís Montenegro está a ceder ao Chega com vista a ganhos futuros.

“Que o Governo está a tentar seduzir a extrema-direita convencido que a mete ao bolso, está. Boa sorte, digo eu”, afirmou Sousa Tavares em mais uma edição da "5.ª Coluna", no Jornal Nacional da TVI

“Em relação aos imigrantes, boa sorte também, porque eu não sei como é que o país funciona sem eles. O mercado chama-os. Os portugueses não querem trabalhar, trabalham eles”, disse.

Sousa Tavares criticou também as novas leis por “agravarem as condições para o imigrante pobre”.

“O imigrante rico, os judeus sefarditas que vêm à conta dos 500 anos da expulsão, ou os dos vistos gold, esses não têm de esperar [pela nacionalidade].”

A primeira reunião do Conselho de Ministros foi sobre o tema da imigração, algo que surpreendeu o comentador da TVI.

“Achei espantoso que a primeira reunião do Conselho de Ministros não tenha sido sobre a reunião da NATO. O país vai comprometer-se com este dinheiro todo e os ministros não são consultados?”, interrogou.

Miguel Sousa Tavares criticou os planos aprovados na cimeira da NATO desta semana, que decorreu em Haia e que estabeleceu que os países da Aliança gastem 5% do PIB em defesa em 2035.

“Vamos gastar dinheiro que não temos a comprar armas de que não precisamos para uma ameaça que não existe. Para termos noção da dimensão do esforço que vamos fazer, nós vamos passar de quatro mil milhões de euros, que gastamos atualmente, para perto de 15 mil milhões de euros”, começou por dizer.

“Não é apenas 5% do PIB, há outra maneira de tornar este número ainda mais escandaloso: é 15% da despesa do Estado. (…) Isto é uma paranoia, isto é de loucos, é uma loucura total. Tudo feito a trote de cavalo do chicote do senhor Donald Trump e do seu servente, Mark Rutte, secretário-geral da NATO”, concluiu Sousa Tavares.

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