Sistema europeu de controlo de fronteiras suspenso por três meses no aeroporto de Lisboa

30 dez 2025, 14:39
Greve Geral (AP)

Governo vai reforçar a capacidade dos equipamentos eletrónicos em 30%, destacando também militares da GNR para ajudar a PSP nas chegadas

O Governo anunciou a suspensão imediata por três meses da aplicação do sistema europeu de controlo de fronteiras para cidadãos extracomunitários, o Entry Exit System (EES).

Num comunicado enviado às redações esta terça-feira, o Executivo confirma o reforço "imediato" da estrutura com militares da GNR com formação certificada, numa altura em que as filas no aeroporto de Lisboa estão a provocar um autêntico caos nas chegadas, levando vários setores a pedirem medidas urgentes.

Ora, o Ministério da Administração Interna acaba de anunciar essas mesmas medidas, que também incluem o aumento em cerca de 30% da capacidade de equipamentos eletrónicos e físicos no controlo das fronteiras externas, depois de a PSP já ter dito que não tem capacidade para lidar com todo o volume.

“Considerando a necessidade de implementar e reforçar as medidas de contingência definidas em setembro para que seja possível alcançar na zona de chegadas a redução dos tempos já conseguida na zona de partidas”, o Governo determinou “a suspensão imediata por três meses da aplicação do sistema informático EES, ao abrigo dos regulamentos europeus” no aeroporto de Lisboa, refere o Ministério da Administração Interna (MAI).

O objetivo, indica o Governo, é conseguir alcançar uma redução dos tempos na zona das chegadas, algo que já foi conseguido nas partidas.

A ANA Aeroportos de Portugal garantiu, em comunicado, que o tempo de espera desta terça-feira não excedeu os 90 minutos, tendo reduzido a partir das 10:00, depois do primeiro pico de chegadas. Ainda assim, e conforme aconteceu no fim de semana, têm sido recorrentes as filas na zona das chegadas, onde já houve tempos de espera de sete horas.

"A ANA, embora não tendo a responsabilidade do controlo de fronteiras, tem colaborado com as autoridades competentes dentro do que está ao seu alcance e tem apoiado os passageiros, para mitigar os lamentáveis constrangimentos, nomeadamente através da distribuição de água e comida", acrescenta a empresa que gere os aeroportos nacionais.

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