A legislação não especifica que atitudes podem desencadear esta medida, mas o governo sueco mencionou o não pagamento de dívidas ou impostos, criminalidade e associação a organizações extremistas
O parlamento sueco aprovou esta segunda-feira uma polémica lei que permite a revogação de vistos de residência de imigrantes com base em comportamentos considerados inadequados. As atitudes que podem resultar nesta medida, porém, não foram especificadas pela legislação, embora o governo tenha mencionado o não pagamento de dívidas ou impostos, criminalidade e ligações com organizações extremistas, noticiou a Reuters.
A medida abrange vistos que estão sob análise, mas também os que já foram emitidos. Esta é uma medida que visa endurecer as regras migratórias, uma importante bandeira eleitoral do partido governista (Partido Moderado, de direita), assim como do Democratas Suecos (extrema-direita), que apoia o governo.
“Quem não se esforçar por fazer o que está certo não deve poder contar com a possibilidade de ficar [no país]”, disse Johan Forssell, ministro das Migrações citado pela Reuters, em março, ao comentar a proposta de lei. Por outro lado, organizações de direitos civis, como a Civil Rights Defenders, criticam a legislação e alegam que o texto “deixa as pessoas sem certezas sobre que ações ou expressões podem ser usadas contra elas”. Também garantem que "isso compromete o Estado de direito e o princípio de igualdade perante a lei”.
Em 2024, segundo o International Migration Outlook 2025 produzido pela OCDE, a Suécia recebeu 76 mil novos imigrantes em regime de residência permanente ou de longa duração, uma diminuição de 13% em comparação ao ano anterior. Deste número, 35% são beneficiários de livre circulação, 16% migrantes laborais, 44% de reagrupamento familiar e apenas 5% são migrantes por motivos humanitários.
