Cobravam até 200 euros por moradas falsas para legalizar imigrantes. PJ detém dois suspeitos

CNN Portugal , MSM
20 mai, 09:15
Polícia Judiciária
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Investigação da PJ aponta para uma rede organizada que ajudava cidadãos estrangeiros a obter títulos de residência em Portugal

A Polícia Judiciária deteve dois homens suspeitos de integrarem um esquema de falsificação de atestados de residência "destinados à regularização de cidadãos estrangeiros em território nacional".

Através de comunicado, a PJ revela que os detidos, de 42 e 64 anos, são "fortemente indicados da prática dos crimes de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal e falsificação ou contrafação de documentos".

Segundo a investigação da Unidade Nacional Contraterrorismo, os suspeitos "terão criado e dinamizado uma estrutura organizada" para obter, de forma fraudulenta, cerca de 800 atestados de residência.

O esquema passava pela indicação de moradas onde os cidadãos estrangeiros não residiam efetivamente e pela utilização de testemunhas que confirmavam falsamente essas informações junto das entidades autárquicas competentes, com o objetivo de facilitar a obtenção ou regularização de títulos de residência em Portugal.

Os suspeitos cobrariam entre 130 e 200 euros por cada "serviço", "aproveitando-se da vulnerabilidade de cidadãos estrangeiros" que procuravam legalizar a sua situação em Portugal.

A PJ fala numa atuação "organizada, estável e concertada", com divisão de tarefas, angariação de interessados, recrutamento de intervenientes e obtenção de ganhos económicos ilícitos.

Durante a operação foram cumpridos dois mandados de detenção e sete mandados de busca e apreensão nas zonas de Loures e Odivelas. 

Os detidos vão agora ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação consideradas adequadas.

O inquérito é dirigido pelo DIAP de Loures, aponta a PJ.

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