União de Leiria já pagou os ordenados em atraso de abril e maio ao plantel

26 jun, 22:50
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Falta ainda realizar o pagamento relativo ao mês de junho

Os jogadores da União de Leiria receberam esta sexta-feira os ordenados de abril e maio que estavam por pagar.

De acordo com a informação da SAD do emblema de Leiria, a demora nos pagamentos verificou-se porque «o orçamento e planeamento anual foi feito tendo em consideração as receitas do mecanismo de solidariedade da UEFA que estavam previstas para esta temporada».

A administração da União de Leiria refere ainda que «a meio da época, afinal, foram sonegadas» essas receitas, «cerca de 450 mil euros que estavam previstos no orçamento», mas, por decisão da Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), deixaram de ser distribuídos pelos clubes da II Liga.

O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), que está a acompanhar a situação, admite um recurso ao Fundo de Garantia Salarial.

«O nosso departamento jurídico está em diálogo e esperamos ter novidades hoje ainda. No limite, vamos ter de avançar com os mecanismos legais e a acionar o Fundo de Garantia Salarial, para dar o mínimo de resposta aos jogadores», disse Joaquim Evangelista à agência Lusa.

Embora o pagamento do mês de abril e maio tenha sido realizado, a SAD da União de Leiria avançou à Lusa que ainda falta o pagamento de junho.

Segundo o presidente do SJPF,  a União de Leiria tinha solicitado aos atletas «um deferimento de pagamento da retribuição de abril de 2026 até 31 de maio».

«Mas essa retribuição não foi paga, tendo, entretanto, vencido também o salário de maio e está a caminho de vencer-se o de junho. Os jogadores chegaram a uma situação limite», adicionou.

Ainda que a situação tenha sido regularizada no final da tarde, o Joaquim Evangelista pretende que a LPFP exclua a possibilidade de existirem pagamentos adiados. 

«A questão destes deferimentos de pagamento já foi suscitada por nós junto da LPFP. Consideramos que não faz sentido: é benéfico para os clubes, porque permite passar no controlo financeiro, mas é injusto por põe em causa a integridade das competições, porque há clubes pagam e outros que não pagam», acrescentou.

Com os salários em atraso já liquidados, resta à SAD da União de Leiria resolver a proibição da FIFA de inscrever novos jogadores, aplicada na sequência de dívidas relativas a transferências de atletas. 

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