Ac. Viseu vence Benfica B, mas guarda o champanhe para a última jornada

9 mai, 22:53
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Vitória do Torreense frente ao Lourosa (2-1) adia festa

Num dia de grandes decisões na II Liga, o Ac. Viseu tinha a missão de garantir a subida à Primeira Liga, onde não está desde a temporada 1988/89. Para isso, a formação de Viseu era obrigada a vencer e o Benfica B e esperar que o Torreense não vencesse ao Lusitânia de Lourosa. 

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Num jogo marcado por várias alterações de parte a parte, a turma de Carlos Fonseca entrou forte no encontro e tentou pressionar a saída de bola das águias. A pressão intensa por parte do Ac. Viseu criou um jogo, aqui e ali, partido e de transições rápidas. O Benfica B conseguiu reagir, tendo inclusive criado a primeira oportunidade de golo, mas o remate de Diogo Prioste saiu à figura de Domen Gril. A verdade é que ganha quem tem mais pontaria e Kahraman mostrou isso mesmo. Messeguem aproveitou uma desatenção da defesa encarnada e, pelo lado esquerdo do ataque, cruzou rasteiro para o pé do médio turco que atirou sem hipótese para Diogo Ferreira. Estava feito o 1-0, aos 19 minutos.

O Benfica B procurou reagir, mas o jogo ia ficando cada vez mais partido e sujeito a duelos físicos, onde as transições governavam a anarquia que a partida, com o passar dos minutos, se tornou. Num novo erro dos encarnados, Diogo Prioste fez penálti sobre André Clóvis, ao minuto 44. O melhor marcador da II Liga não desperdiçou a oportunidade de dilatar a vantagem e, com calma, apontou o 23.º golo no campeonato.

Aos 37 minutos, os adeptos dos viriatos festejaram efusivamente o golo do Lourosa ao Torreense que, em caso de derrota do finalista da Taça de Portugal e triunfo frente ao Benfica B, a subida ficava matematicamente garantida para a equipa de Viseu.

O segundo tempo trouxe um Benfica B de cara lavada. Com várias aproximações à baliza adversária, a primeira grande oportunidade de golo para a equipa da casa veio dos pés de Anísio Cabral. O jovem avançado recebeu dentro da área e rematou com estrondo à barra da baliza defendida por Gril. Respirava de alívio o Ac. Viseu. Aos 65 minutos foi a vez dos viriatos ameaçarem a baliza defendida por Diogo Ferreira. André Clóvis trabalhou muitíssimo bem no lado esquerdo, venceu o duelo físico e entregou para Mortimer que, de primeira, atirou por cima da baliza e desperdiçou a oportunidade de ampliar a vantagem no Seixal. André Clóvis procurava o «bis» e teve a grande oportunidade de voltar a marcar ao minuto 84, não fosse a grande defesa do jovem guardião encarnado Diogo Ferreira a evitar o 3-0.

Ora, se no primeiro tempo os adeptos dos viriatos fizeram a festa nas bancadas, a segunda parte foi diferente. O Torreense, que começou a perder, deu a cambalhota no marcador com golos aos 76 e 86 minutos e adiou a festa da equipa de Viseu, que terá de esperar pela próxima jornada para tentar garantir a subida direta à Liga. 

Até ao final, o Ac. Viseu conseguiu segurar a vantagem na partida e controlou as ameaças do Benfica B e conquistou os três pontos, mas ainda não abriu a garrafa de champanhe.

Com esta vitória, o Ac. Viseu permanece no segundo lugar, com 58 pontos e recebe, na próxima e última jornada, o Sporting B. Para garantir a subida direta, basta à formação de Viseu não perder, uma vez que em caso de confronto direto com o Torreense vence pela diferença de golos. O Benfica B, por sua vez, segue no nono lugar com 44 pontos.

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