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Ministério Público arquiva todos os casos investigados após mortes durante greve do INEM

7 mai, 07:29
Ambulância do INEM (Getty)

REVISTA DE IMPRENSA | Greve ocorreu entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2024

O Ministério Público arquivou os seis inquéritos abertos a mortes suspeitas por falta de socorro durante a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM, ocorrida entre 30 de outubro e 4 de novembro de 2024.

A confirmação surge cerca de um ano e meio depois da abertura dos processos, incluindo os dois casos em que a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde considerou que o desfecho fatal poderia ter sido evitado caso o socorro tivesse sido mais rápido.

Entre eles está a morte de um homem de 53 anos em Ansião e de um homem de 86 anos em Bragança. Apesar das conclusões da IGAS sobre possíveis falhas no socorro, o Ministério Público decidiu arquivar os processos.

No caso de Ansião, relacionado com um enfarte agudo do miocárdio, o MP concluiu que não era possível estabelecer com segurança que uma intervenção mais célere teria evitado a morte, devido à imprevisibilidade da evolução clínica.

Todos os restantes casos investigados - em Almada, Tondela, Vendas Novas e Bragança - tiveram igualmente despacho de arquivamento, quer pelo Ministério Público quer, anteriormente, pela IGAS.

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