REVISTA DE IMPRENSA || Situação tem levado a atrasos nas investigações e fragilizado a capacidade de atuação da IGAS
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) atravessa um período de dificuldades operacionais marcadas pela escassez de inspetores e elevada desmotivação entre os profissionais, avança o Diário de Notícias que falou com o inspetor-geral, António Carapeto. Embora o mapa de pessoal preveja 71 postos para a carreira especial de inspeção em 2025, apenas 43 inspetores se encontram atualmente ao serviço - número insuficiente para responder às exigências da atividade.
A discrepância entre o número previsto e os efetivos resulta, em grande parte, da colocação de vários técnicos em gabinetes ministeriais ou em comissão de serviço noutros organismos da Administração Pública. A situação tem levado a atrasos nas investigações e fragilizado a capacidade de atuação da IGAS, especialmente em casos sensíveis como o do Hospital Santa Maria.
Internamente, cresce o descontentamento entre os inspetores, alimentado por salários pouco atrativos e por um sistema de progressão de carreira condicionado por quotas. Muitos têm procurado transferências para outros organismos, agravando a instabilidade.