REVISTA DE IMPRENSA || Com o aumento do CSI previsto para 2026, este problema afetará ainda mais beneficiários
Um número crescente de idosos em Portugal está a perder o acesso à ADSE por receberem o Complemento Solidário para Idosos (CSI). De acordo com o Jornal de Notícias, os beneficiários ascendentes de funcionários públicos deixam de ser elegíveis quando a soma da pensão e do CSI ultrapassa 60% do salário mínimo nacional, critério definido pelo decreto-lei de 1983 que regula o subsistema de saúde.
O jornal dá como exemplo uma viúva com reforma de 385,70 euros e que por receber o CSI de 257,93 euros viu o total de 643,63 euros superar o limite de 522 euros e teve a renovação do acesso à ADSE recusada. Com o aumento do CSI previsto para 2026, este problema afetará ainda mais beneficiários, já que o valor chegará a 670,67 euros, acima do limiar permitido.
Organizações de defesa dos idosos alertam para o impacto financeiro e na continuidade dos cuidados de saúde, já que a exclusão do subsistema implica custos mais elevados em consultas e tratamentos. O debate centra-se agora na necessidade de rever o limite de rendimentos que afeta ascendentes e no futuro do CSI face à proteção complementar proporcionada pela ADSE.