Entrevista Maisfutebol com Iara Lobo, a portuguesa que cresce na melhor academia do mundo: La Masia
Iara Lobo é, aos 17 anos, uma das grandes promessas do futebol feminino. Por isso já representa o Barcelona, que é quase unanimemente considerado o melhor clube do mundo no futebol feminino. Também costuma ser chamada aos treinos da equipa principal e até foi inscrita na Liga dos Campeões.
Os objetivos dela, no entanto, não acabam em Barcelona, ao lado de Aitana Bonmatí ou Alexia Putellas: a lateral direita diz, em entrevista ao Maisfutebol, que o objetivo pricipal é ganhar a Bola de Ouro. Os outros dois são jogar a Liga dos Campeões e representar a seleção principal de Portugal.
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Este ano estreou-se pela seleção sub-19 e destacou-se no Europeu. A seleção principal é algo com que sonha?
Claro que é um objetivo. Posso dizer que está no top três de objetivos. Nunca escolheria representar outro país, porque tenho um amor gigante por Portugal. Representar a seleção principal seria incrível, mas agora vou-me focar nos sub-19, que é onde estou. Ainda tenho uma qualificação e outro Europeu pela frente, vou focar-me nisso.
Quais são os outros objetivos que compõem o top?
Jogar a Champions League e ser a melhor jogadora do mundo.
Vencer uma Bola de Ouro?
Sim [sorri].
Ainda nenhuma defesa conseguiu ser distinguida com esse prémio. Até que ponto isso pode dificultar o caminho?
Sim... não é muito normal as defesas ganharem a Bola de Ouro, mas por isso é que eu quero chegar lá, para mostrar que também é possível. Muitas pessoas têm a ideia de que defesas não ganham a Bola de Ouro, que não podem ser as melhores jogadoras do mundo, mas há defesas que têm tanta qualidade e impacto no jogo como médias e avançadas. Quero mostrar que as defesas podem ganhar a Bola de Ouro. É o meu objetivo top um.
Enquanto jogadora qual é a característica que a distingue?
Acho que é a agressividade no campo e a fase defensiva. Defensivamente sou uma jogadora muito forte nos duelos de um para um. Também sou forte na condução, mas a minha principal característica é a força e a agressividade.
Tem algum ritual antes de entrar em campo?
Tenho de entrar sempre com o pé direito no campo, dou dois beijos em cada pulso e tenho de dar um abraço à guarda-redes antes de começar o jogo.
Quem são as suas principais referências?
A minha referência feminina é a Lucy Bronze. Também houve uma altura em Portugal que a minha referência era a Carole Costa, que foi minha treinadora quando estava no Sporting.
Chegou ao Barcelona na época em que a Lucy Bronze reforçou o Chelsea. Chegou a ter a possibilidade de a conhecer ou falar com ela?
Ainda não, mas gostava muito de ter. Vejo muitas entrevistas e gosto da forma como fala. O tipo de jogo dela é muito parecido com o meu, é muito agressivo e é forte defensivamente. Gostava muito de a conhecer, de a ouvir falar de futebol... um dia talvez.