Famalicão-Sp. Braga, 0-3 (crónica)

Nuno Dantas , Estádio Municipal de Famalicão
12 ago, 22:12
Famalicão-Sp. Braga (Lusa)

Com Ricardo Horta no onze, foi Simon Banza a brilhar

Ricardo Horta, que teve uma emocionante despedida na Pedreira na jornada anterior, marcou presença no onze de Artur Jorge, mas Simon Banza quem mais brilhou na formação arsenalista. O francês regressou a Famalicão e, depois de Sequeira abrir o marcador, bisou no encontro, assumindo a liderança da lista de melhores marcadores.

A formação arsenalista acabou, finalmente, com a malapata de nunca ter vencido, para o campeonato, em casa do Famalicão. Já a equipa orientada por Rui Pedro Silva tem de mostrar muito mais se não quer passar pela aflição que passou na temporada transata. Leva dois jogos, outras tantas derrotas, e ainda sem qualquer golo marcado.

Guerreiro entraram fortes

Nenhuma das equipas havia vencido na ronda inaugural. Os bracarenses empataram (3-3) na receção do Sporting, enquanto os de Famalicão tinham perdido (2-0) em casa do Estoril. Por isso, vencer o dérbi minhoto era fundamental para qualquer uma das equipas. Rui Pedro Silva trocou duas peças no onze, tirando Rui Fonte e Martín e fazendo alinhar de início Zaydou e De La Fuente. Já Artur Jorge fez apenas uma mudança. O lesionado Victor Gómez deu o lugar a Fabiano.

Tal como na partida que encerrou a temporada passada, onde os dois emblemas se defrontaram, foram os de Braga a começar melhor e a chegar aos 20 minutos com uma vantagem de dois golos. O primeiro, saiu do pior pé de Nuno Sequeira, o direito. Remate de ressaca a bater o desamparado Luiz Júnior.

Os guerreiros continuaram por cima e ampliaram a vantagem, cinco minutos depois. Remate frontal de Vitinha para defesa do guardião famalicense e, na recarga, Banza a cabecear para golo. Era o golo do francês à ex-equipa, o segundo na Liga, que nem esboçou qualquer festejo.

Ao contrário da época passada, o Famalicão não conseguiu reagir à desvantagem. Com muitas dificuldades na fase de construção, onde apenas Gustavo Assunção, no miolo de terreno, se mostrava ao jogo, os famalicenses apenas por uma vez esboçaram uma ocasião de perigo, que Matheus resolveu. E foi tudo para um primeiro tempo dominado pelos guerreiros.

Reação tímida do Famalicão

O início da segunda metade fez prometer. Iuri Medeiros surgiu isolado, contudo o remate saiu à malha lateral. Na resposta, Álex Millán rematou à meia-volta para uma excelente defesa de Matheus. Animavam-se as hostes locais que viam, finalmente, a equipa a dar um ar da sua graça.

Com a etapa complementar nos 15 minutos, os dois técnicos refrescaram a equipa. Djaló entrou para dar maior velocidade ao ataque arsenalista. Já Rui Pedro Silva deu mais força ao meio-campo, lançando Pelé e Colombatto, que vieram dar mais vida à equipa. O Famalicão melhorou, mas não o suficiente para mudar o rumo dos acontecimentos e fazer frente a um Sp. Braga com mais e melhores recursos.

A eficácia no dérbi do Minho estava na turma forasteira. Djaló ligou o motor, ganhou em velocidade pela esquerda e assistiu Banza, no coração da área, para o terceiro golo. Estava fechada a contagem e carimbada a primeira vitória arsenalista no reduto do Famalicão, em jogos do campeonato.

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