Hushpuppi apanhado pela justiça. Célebre influencer nigeriano condenado a onze anos de prisão nos EUA por fraude

8 nov, 10:44
Hushpuppi

Carros de luxo, roupas de designer, uma grande ostentação. Afinal, vinha tudo de esquemas fraudulentos

Entre um Rolls Royce e um Bentley, vestido com um roupão exuberante da Versace, Hushpuppi exibia um estilo de vida excêntrico para os mais de 2,8 milhões de seguidores no Instagram. Mas o que o célebre influencer nigeriano não mostrava era os esquemas por detrás da fortuna que ostentava. 

Hushpuppi, cujo nome verdadeiro é Ramon Abbas, foi condenado a onze anos de prisão nos Estados Unidos por participar numa fraude a nível internacional. Segundo avança a BBC esta terça-feira, Abbas admitiu ter tentado roubar mais de 1,1 milhões de euros a um investidor que queria financiar uma nova escola infantil no Qatar.

O nigeriano levou a vítima a doar fundos para a escola "passando-se por funcionários do banco e criando um site falso", de acordo com um comunicado da então procuradora americana Tracy Wilkinson no site do departamento de justiça dos Estados Unidos. Outros suspeitos também estão envolvidos no caso, revela o departamento de justiça, mas Abbas desempenhou um papel fundamental.

Mas há mais: no ano passado, Ramon Abbas declarou-se culpado por lavagem de dinheiro. E também admitiu "vários outros esquemas através de email que, cumulativamente, causaram mais de 24 milhões de euros em prejuízos", disse o departamento de justiça dos EUA.

"Ramon Abbas procurava tanto vítimas norte-americanas como internacionais, tornando-se num dos mais rentáveis lavadores de dinheiro do mundo", afirmou Don Always, diretor assistente do FBI em Los Angeles, num documento judicial divulgado na segunda-feira.

"Abbas alavancou as suas plataformas nas redes sociais, para ganhar notoriedade e gabar-se pela vasta riqueza que adquiriu através de esquemas fraudulentos, assaltos a bancos online e outras fraudes cibernéticas que arruinavam financeiramente as vítimas e financiavam o regime da Coreia do Norte", pode ler-se no documento, que prossegue: "Esta sentença pesada é o resultado de anos de colaboração entre as autoridades de vários países e deve enviar um aviso claro aos criminosos internacionais de que o FBI vai atrás de justiça pelas vítimas, independentemente dos criminosos operarem dentro ou fora das fronteiras dos Estados Unidos.”

Abbas acabou por pedir desculpa pelos seus crimes ao juiz Otis D. Wright numa nota escrita à mão, onde afirmou que empregaria os seus fundos pessoais para pagar às vítimas. Também disse que só ganhou 300.000 euros com o crime pelo qual estava a ser julgado.

O estilo de vida luxuoso de Abbas teve um fim abrupto em 2020, quando foi preso enquanto morava no Dubai.

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