Esta foi uma das principais promessas de campanha do político do Tisza, que em abril conseguiu pôr fim a 16 anos de poderio Orbán e o seu Fidesz
O governo da Hungria submeteu esta sexta-feira um projeto de lei ao parlamento para criar um gabinete anticorrupção, cumprindo uma promessa de campanha do atual primeiro-ministro, Péter Magyar, de criar um órgão independente para investigar alegados casos de corrupção durante o governo do seu antecessor, Viktor Orbán.
Magyar, cuja vitória esmagadora nas eleições de abril pôs fim aos 16 anos de governo de Orbán, apresentou o Gabinete Nacional de Protecção e Recuperação de Ativos como um pilar da sua campanha anti-corrupção, que apelidou de "Operação Purgatório". Orbán nega desde sempre a existência de qualquer caso de corrupção.
O chefe do governo alega que a corrupção, incluindo o alegado uso indevido de fundos públicos pelo governo do Fidesz, custou aos húngaros 8% a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos.
"A premissa da regulamentação é que a vulnerabilidade dos ativos públicos não é apenas um risco financeiro, mas também democrático", lê-se no projeto de lei publicado no site do parlamento.
O mandato do gabinete é "desvendar abusos passados e prevenir futuras violações", é ainda referido no texto.
