Hungria avisa para "risco" da adesão da Ucrânia: "Se um membro da UE está em guerra, significa que a UE está em guerra"

26 jun 2025, 17:29
Viktor Orban Zelensky
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Já sobre a imigração, Viktor Orbán recomenda aos líderes europeus que sigam a mesma abordagem do país cujo governo chefia: "Rebelião, rebelião, rebelião"

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, voltou esta quinta-feira a manifestar a sua oposição firme à entrada da Ucrânia na União Europeia. À chegada ao Conselho Europeu, em Bruxelas, o líder húngaro declarou que a integração de Kiev representaria um risco direto para a segurança do bloco.

“Não gostaríamos de estar numa comunidade com um país que está em guerra e que representa um perigo iminente para nós”, afirmou Orbán aos jornalistas, acrescentando que, “se a Ucrânia for admitida, a guerra será trazida para dentro da União Europeia”. Para o chefe do governo húngaro, essa possibilidade é inaceitável.

Na sua perspetiva, permitir que um país em conflito armado entre no bloco comunitário significaria envolver toda a UE na guerra. “Se um membro da UE está em guerra, significa que a UE está em guerra. E isso não nos agrada”, frisou.

Orbán aproveitou ainda o momento para criticar fortemente as políticas de migração da União Europeia. O primeiro-ministro fala em ineficácia das medidas discutidas até aos dias de hoje.

"A posição da Hungria é de resistência. Discutimos mil vezes a forma de alterar e tornar mais eficaz o regulamento sobre migração e nada aconteceu. Eles estão sempre a entrar", argumentou. "Por isso, se nos juntarmos para ter uma reunião agradável e uma conversa agradável, nunca irá resultar. A única solução é a ação direta da Hungria: ninguém entra no nosso território sem autorização expressa das autoridades húngaras”.

O chefe de Governo húngaro foi mais longe e apelou aos seus pares europeus para que adotem a mesma abordagem. Caso contrário, alega, "nunca conseguiremos pôr termo a esta situação". "O que sugiro aos meus colegas é simples: rebelião, rebelião, rebelião. É isso que os húngaros estão a fazer."

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