Hotelaria pede ao governo que agilize a contratação de trabalhadores estrangeiros para compensar faltas

7 jun, 07:07
Forest Manor Boutique Guest House

REVISTA DE IMPRENSA. Só nos hotéis faltam 15 mil trabalhadores e as empresas já estão a recorrer a horas extraordinárias. Agora, com o verão à porta, pedem ao governo que reduza impostos e agilize contratação de estrangeiros para fazer frente às falhas

Com as férias prestes a começar, a hotelaria tenta arranjar soluções para conpensar as faltas de trabalhadores na área e enfrentar sem falhas. Segundo a edição desta terça-feira do Diário de Notícias, faltam 45 mil trabalhadores no turismo (15 mil nos hotéis) e os hotéis já estão a recorrer a horas extraordinárias para compensar os funcionários em falta, mas esta solução não é exequível e, por isso, a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) pede respostas ao Governo.

A AHP alerta que são precisos mais trabalhadores, até porque os hotéis "estão a recorrer imensamente a horas extraordinárias" e os funcionários já "sente esse peso". A vice-presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, diz que "esta é uma situação que não se aguenta muito tempo", mesmo com os salários a subir, porque os trabalhadores continuam a estar em falta.

Assim, os hoteleiros pedem ao Executivo que reduza a carga fiscal e agilize a contratação de estrangeiros. Este último pedido não é de agora, mas o Governo tem dado respostas através de acordos de mobilidade de trabalhadores com outros países, como a Índia ou Marrocos.

O ministro das Finanças afirmou, na semana passada, que já estão a ser feitos novos acordos com países como a Tunísia, a Moldávia, o Uzbequistão, a Geórgia ou as Filipinas, de forma a responder à falta de pessoal em vários setores do país, mas Cristina Siza Vieira diz que é preciso uma resposta mais rápida e eficiente para a trazer os imigrantes.

Isto porque Fernando Medina relembrou, no encerramento do debate e votação na especialidade do Orçamento do Estado para 2022, que já se encontra em vigor um Acordo sobre a Mobilidade entre os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, protocolo que a vice-presidente da AHP diz que "ainda está empancado".

Para além da falta de trabalhadores, a hotelaria pede ainda uma redução dos impostos, medida que AHP diz que vai ajudar as empresas da hotelaria a contratar.

"É fundamental o Estado olhar para esta situação. Estamos quase numa situação de pleno emprego, recrutar mais gente vai custar mais. O Estado tem de aliviar a carga fiscal na contratação. É muito pesado contratar em Portugal. Os salários estão a subir, claramente estão, mas esta não é a única solução", afirmou Cristina Siza Vieira ao Diário de Notícias.

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