Países Baixos reabrem comércio não essencial, mas restaurantes e cultura continuam fechados

Agência Lusa , BMA
14 jan, 22:58
Vacinação
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Dose de reforço foi já administrada a quase metade dos adultos que tinham esquema vacinal completo

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O governo neerlandês decidiu esta sexta-feira reabrir o comércio não essencial, cabeleireiros, ginásios e ensino superior, mas manterá fechados os setores hoteleiro e cultural até pelo menos 25 de janeiro, devido ao elevado número de novos casos de covid-19.

O governo neerlandês não cedeu às pressões dos proprietários de bares e restaurantes de todo o país, que ameaçaram abrir as portas no sábado independentemente das medidas anunciadas esta sexta-feira pelo executivo, uma ameaça que se fez acompanhar de declarações de muitos presidentes de câmaras admitindo que não farão cumprir as restrições.

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Numa conferência de imprensa, o primeiro-ministro Mark Rutte anunciou, a partir de sábado, o alívio do encerramento das atividades não essenciais, em vigor desde meados de dezembro, mas alertou de que se corre o risco de as infeções aumentarem “até 80.000 casos por dia”, em vez dos 35.000 casos diários que se registam atualmente.

Continuarão, assim, fechados os bares e os restaurantes, bem como o setor cultural, incluindo museus, cinemas e teatros, mas reabrirão os cabeleireiros e esteticistas, e ainda as lojas de bens não essenciais, até às 17:00 (16:00 de Lisboa) e com uma capacidade limitada em função das dimensões do espaço.

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Também volta a haver aulas presenciais do ensino vocacional e superior, de música, teatro e dança, nos ginásios e desportos em espaços interiores e exteriores para adultos, mas sem público.

Os ajuntamentos de pessoas ao ar livre passam a poder ter quatro pessoas, o mesmo número de visitantes permitidos numa casa.

“O desporto é necessário. Dois em cada três jovens sentem-se sós atualmente. Manter encerradas as instalações desportivas e as escolas também prejudica a saúde pública”, sustentou Mark Rutte.

O ministro da Saúde, Ernst Kuipers, advertiu que é preciso "aprender a viver" com o vírus e, por isso, instou a população a vacinar-se com a dose de reforço e a respeitar as normas, porque se está “a dar um passo para reabrir a sociedade”.

Até agora, a dose de reforço foi já administrada a quase metade dos adultos que tinham o esquema vacinal completo.

“Entre as pessoas com mais de 60 anos, a percentagem sobe para 90%”, indicou.

Apesar do elevado número de novos casos, a pressão hospitalar em enfermaria e nas unidades de cuidados intensivos caiu nas últimas semanas no país.

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“A variante Ómicron pode ser menos grave, mas se a quantidade de infeções aumentar de forma considerável, criará muitos problemas para os cuidados de saúde”, alertou o ministro da saúde.

As máscaras continuarão a ser obrigatórias em todos os espaços públicos interiores e nas universidades (incluindo nas aulas) e o seu uso é recomendado também nos espaços exteriores com muitas pessoas, onde não seja possível manter a distância de metro e meio.

 

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