Com 40% de cancelamentos no Natal e Ano Novo, alojamento local pede reforço de apoios após "mês dramático" de dezembro

Agência Lusa , BCE
6 jan, 16:14
Quarto

Além do elevado número de cancelamentos, as reservas registaram um "abrandamento muito significativo" e as previsões apontam que a maioria dos alojamentos ficarão "vazios" nos próximos meses

Os proprietários de alojamentos locais para turismo solicitaram esta quinta-feira o alargamento dos apoios no âmbito da pandemia, depois do "mês dramático" de dezembro e da quebra nas reservas para este início de ano.

"Dezembro voltou a ser um mês dramático em termos de cancelamentos no alojamento local. Foi similar à vaga de junho/julho, mas com a agravante de os cancelamentos se terem concentrado maioritariamente nas poucas semanas onde há movimento no inverno: Natal e Ano Novo", afirmou a Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP), num comunicado.

Segundo dados revelados pela ALEP, os cancelamentos chegaram a atingir os 40% na época das festas nos maiores destinos turísticos nacionais, como Lisboa, Porto e Madeira.

"A agravar a situação, as reservas registam também um abrandamento muito significativo, com a maioria dos alojamentos com os calendários de janeiro e fevereiro quase vazios", acrescentou a associação, que assegurou que sem reforço e extensão de apoios ao setor, após dois anos de pandemia, "muitos" empresários "não vão conseguir sobreviver" até à chegada da primavera, quando se espera que haja alguma normalização da atividade com a expectável contenção da covid-19.

"A ALEP apela a que, nesta fase de eleição e transição política, as atividades mais afetadas não sejam deixadas à sua sorte, sem apoios nesta reta final de crise", lê-se no comunicado.

Apoios para micro e pequenos empresários entre as reivindicações

Em concreto, a associação propôs o reforço dos "instrumentos que já estão em funcionamento", nomeadamente, "para os micro e pequenos empresários", o reforço da linha de Tesouraria do Turismo de Portugal, "mas obrigatoriamente com uma componente de fundo perdido como já aconteceu no passado".

Para as empresas, a ALEP defendeu "a continuidade de programas como a retoma progressiva em 2022", que considerou "fundamental para manter o emprego".

Por fim, a associação apelou a que seja adiado o início do reembolso dos empréstimos das linhas de apoio, "na maioria agendado para junho de 2022".

"Para a ALEP é fundamental adiar o período de carência do reinício dos reembolsos por pelo menos mais um ano e sempre a seguir ao verão", defendeu.

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