Administração diz ter “condições mínimas” para assegurar urgências do hospital São Francisco Xavier

Agência Lusa , CF
29 jul, 19:30
Serviços de obstetrícia e ginecologia com constrangimentos durante a maior parte de agosto

O modo de funcionamento "não é aquilo que a gente quer", assume a presidente do conselho de administração, mas mantém a "segurança"

O conselho de administração do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CHLO) disse esta sexta-feira ter asseguradas “condições mínimas” para o funcionamento das urgências do Hospital São Francisco Xavier, onde os chefes do serviço de urgência anunciaram a demissão.

“Estão asseguradas as condições mínimas para [as urgências] funcionarem de um modo que não é aquilo que a gente quer, absolutamente, mas que mantêm a segurança”, afirmou a presidente do conselho de administração, Rita Perez, sublinhando, a propósito da carta enviada pelo grupo de 19 assistentes hospitalares, que “não ficou claro e evidente que se iriam demitir”.

Em declarações aos jornalistas após a reunião com os profissionais que subscreveram a carta, Rita Perez adiantou ter proposto a criação de um grupo de trabalho. Na base desta situação está o planeamento da escala do mês de agosto, que prevê que a constituição das equipas do serviço de urgência geral (SUG) seja assegurada apenas por um assistente hospitalar (com função de chefia) e um interno de formação geral.

“Isto é um problema de atratividade para o Serviço Nacional de Saúde. Agora já existe um instrumento legislativo que nos permite pagar horas extraordinárias de outra forma – muito mais atrativa – e a maioria das pessoas que estava nessa assembleia já poderá receber horas extraordinárias de outra forma”, frisou.

País

Mais País

Patrocinados