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Bloco de partos do hospital de Almada funciona na urgência de obstetrícia até final de junho

Agência Lusa , - título corrigido
22 mai 2023, 15:20
Blocos de partos e urgências vão estar encerrados em seis maternidades nos próximos dias

Até as obras estarem concluídas, o bloco de partos funcionará, provisoriamente, nas instalações da Urgência de Ginecologia e Obstetrícia, que terá um novo espaço, com um novo circuito, iniciado com a inscrição na Urgência Geral

O bloco de partos do Hospital Garcia de Orta, em Almada, está em obras até à segunda quinzena de junho, passando a funcionar provisoriamente na urgência de ginecologia e obstetrícia, anunciou hoje a unidade hospitalar.

O bloco de partos do Hospital Garcia de Orta (HGO) é um dos quatro da região de Lisboa e Vale do Tejo que funciona de forma ininterrupta pelo menos até final de maio por decisão da direção executiva do Serviço Nacional de Saúde.

Segundo o hospital, as obras representam um investimento de 500 mil euros e vão permitir melhorar a qualidade e a segurança para grávidas, recém-nascidos e profissionais, passando o bloco de partos a dispor de boxes individuais, garantindo um maior conforto e privacidade às parturientes e acompanhantes.

Por outro lado, as obras irão também melhorar os circuitos no espaço, com a criação de um segundo acesso ao bloco e a reabilitação das atuais boxes, além da renovação de equipamentos.

“Trata-se de uma medida estruturante, com vista à melhoria da qualidade, conforto e segurança para grávidas, recém-nascidos, acompanhantes e profissionais de saúde, contribuindo para a humanização dos cuidados prestados”, explica a unidade hospitalar de Almada, no distrito de Setúbal, em comunicado.

A intervenção ao nível das infraestruturas, na ordem dos 120 mil euros, adianta o hospital, prevê ainda a criação de uma nova sala de reanimação, pintura dos espaços e substituição do pavimento.

“Esta intervenção no bloco de partos vai permitir ao HGO dar uma resposta assistencial de melhor qualidade às suas utentes, na área da obstetrícia, com as melhores tecnologias, e em linha com as melhores práticas clínicas. Uma resposta mais moderna, mais funcional, mais cómoda e mais humanizada”, refere a presidente do Conselho de Administração do HGO, Teresa Machado Luciano, citada na nota.

A responsável destaca também “a melhoria das condições para os profissionais de saúde”.

A requalificação das instalações prevê igualmente a renovação de equipamentos, num montante que ronda os 380 mil euros, financiado ao abrigo da candidatura apresentada no âmbito do Programa de Incentivo Financeiro à Qualificação dos Blocos de Parto do Serviço Nacional de Saúde, uma linha de financiamento específica para a atividade realizada nos blocos de partos.

Neste âmbito, o hospital destaca a aquisição de uma mesa de reanimação de recém-nascidos, ecógrafo para obstetrícia, CTG, incubadora de transporte, camas e cadeiras/bancos de parto, berços, marquesas ginecológicas, bancos de anestesia, cadeirões de levante e cadeirões para acompanhantes, monitores multiparamétricos para grávidas e neonatais, entre outros equipamentos essenciais à prestação dos cuidados de saúde.

Até as obras estarem concluídas, o bloco de partos funcionará, provisoriamente, nas instalações da Urgência de Ginecologia e Obstetrícia, que terá um novo espaço, com um novo circuito, iniciado com a inscrição na Urgência Geral.

Na nota de imprensa, o HGO lamenta os incómodos causados pelas obras e apela às mulheres, no final da gravidez, que evitem deslocar-se à urgência e liguem para o SNS24 (808 24 24 24) ou, em casos emergentes, para o 112.

Em março, a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde anunciou que 25 blocos de parto iriam receber 20 milhões de euros do Governo para obras e equipamentos, entre os quais estava o Hospital Garcia de Orta.

Entre as unidades selecionadas, das 33 candidaturas, estão também os blocos de parto do Centro Hospitalar Barreiro/Montijo, que receberá 836.954 euros, e o Centro Hospitalar Póvoa Varzim/Vila do Conde (520.688 euros), que eram dois dos hospitais com cuidados de ginecologia e obstetrícia que a comissão de peritos admitia que podiam encerrar “temporariamente ou definitivamente”, por apresentarem dificuldades nas equipas.

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