Grávida perde bebé depois de hospital lhe recusar a entrada por não ter teste negativo à covid-19

Agência Lusa , BMA
6 jan, 09:46
Grávida

Caso aconteceu na China. Unidade hospitalar na cidade de Xian foi entretanto punida

Uma grávida viu-lhe ser negada a entrada num hospital da cidade chinesa de Xian por não ter um teste negativo à covid-19. Perante a decisão dos funcionários, a mulher acabou por esperar no exterior do hospital e perder o bebé. 

O caso aconteceu no dia 1 de janeiro e os funcionários foram entretanto punidos. As autoridades locais anunciaram esta quinta-feira que o diretor-geral do Hospital Gaoxin, Fan Yuhui, foi suspenso e os chefes dos departamentos ambulatório e médico demitidos.

Um comunicado do governo local revela que o incidente “causou preocupação generalizada na sociedade e um grave impacto social”. 

A mulher esperou do lado de fora do hospital, sentada num banquinho de plástico, no dia 1 de janeiro, até ter começado a sangrar. Num vídeo filmado pelo marido, e que foi amplamente divulgado nas redes sociais chinesas, é visível uma poça de sangue a seus pés.

Pedido de desculpas públicos 

Sem dar mais detalhes, as autoridades disseram que uma investigação foi realizada após o incidente. Não se sabe quantos funcionários foram punidos, sendo que a cidade já sancionou vários funcionários locais, incluindo quadros do Partido Comunista, por negligência na gestão do surto de covid-19 em Xian.

Já hospital foi obrigado a emitir um pedido público de desculpas, pagar uma indemnização, e prometeu “otimizar o processo de tratamento médico”.

Xian registou 63 casos de covid-19, nas últimas 24 horas, elevando o total para mais de 1.800, sem mortes relatadas. A cidade com 13 milhões de habitantes, está sob um bloqueio restrito há mais de duas semanas, gerando críticas dispersas sobre a escassez de alimentos e o comportamento violento das autoridades, que estão sob intensa pressão para reduzir o número de casos de covid-19.

A cidade é o destino da única ligação aérea direta entre a China e Portugal. O voo, com uma frequência por semana e operado pela companhia aérea Beijing Capital Airlines, só será retomado no início de fevereiro, disse à agência Lusa fonte da companhia aérea.

As autoridades disseram que Xian conseguiu já interromper a transmissão para a comunidade, porque novos casos ocorreram entre pessoas já colocadas em quarentena.

A China segue uma estratégia de “zero casos” com restrições de fronteira muito severas e bloqueios direcionados assim que surgem os casos, mas esta abordagem não evitou surtos locais.

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