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Hospital de Faro recusa admissão de grávida com parto iminente. Ministra aguarda esclarecimentos da ULS e saúda intervenção do INEM

Agência Lusa , CM
27 mai, 14:03
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Mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas, deslocou-se ao hospital depois de lhe rebentarem as águas, mas sem ligar primeiro para linha SNS 24

A ministra da Saúde disse esta quarta-feira que a Direção Executiva do SNS pediu esclarecimentos à ULS do Algarve sobre a grávida rejeitada pelo hospital de Faro, assegurando que nenhuma grávida pode ficar sem atendimento nestas circunstâncias.

Ana Paula Martins afirmou, em declarações à SIC, que “felizmente” o INEM foi rápido, mas salientou a importância das unidades de saúde garantirem formação aos seus profissionais para que a lei seja cumprida.

A ministra disse ainda que em breve terá o relato completo dos factos passados na ULS do Algarve.

Segundo uma notícia avançada pela SIC, o Hospital de Faro recusou atender na passada sexta-feira uma mulher de 37 anos grávida de 40 semanas, porque não tinha ligado previamente para a linha SNS 24 antes de se deslocar às urgências.

O INEM, que assistiu a grávida à porta da urgência, insistiu que a mulher fosse admitida mas o hospital ordenou o transporte para Portimão, a 70 quilómetros.

A mulher chegou ao final de tarde numa sexta-feira ao hospital de Faro pelos próprios meios, vinda desde Almancil.

De acordo com a SIC, a grávida tinha contrações cada vez menos espaçadas, depois de lhe rebentarem as águas, mas apesar da aparente iminência do parto, as urgências fecharam-lhe a porta.

Sem contacto prévio para a linha SNS 24, nem sequer pôde inscrever-se na urgência. O bloco de partos estava fechado e a única obstetra ao serviço responderia apenas a casos de risco previamente identificados.

A mulher ligou ao 112 ainda no hospital. Foi acionada uma viatura médica de emergência que se encontrava perto para assistir a grávida à porta das urgências.

O médico do INEM confirmou a iminência do parto e até insistiu para que o hospital de Faro abrisse uma exceção. No entanto, o hospital considerou não haver risco.

Após 70 quilómetros de viagem na ambulância, acompanhada pela VMER, a criança viria a nascer saudável pouco depois de chegar a Portimão.

A lei que estabelece a necessidade de contacto telefónico prévio com a linha SNS 24 determina também que, mesmo quando não há contacto, deve ser assegurada a inscrição na urgência e triagem.

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