Só no ano passado, a ERS recebeu quase 88 mil queixas
Uma mulher apresentou queixa à Entidade Reguladora da Saúde (ERS) contra o Hospital Amadora-Sintra, depois de ter descoberto compressas esquecidas no corpo, 15 dias após o parto. Durante esse período, a mulher teve o que julgava tratar-se de corrimento vaginal, mas afinal eram secreções produzidas pelas compressas retidas, que desciam sempre que se inclinava.
A utente acabou por recorrer à Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, através do encaminhamento do SNS24, já que as urgências do Amadora-Sintra se encontravam encerradas. Foi-lhe diagnosticada uma alteração do pH da flora vaginal e prescrita medicação antibiótica, sendo que o caso podia ter evoluído para septicémia.
O hospital respondeu à ERS afirmando não existirem registos de complicações no internamento. Contudo, o regulador sublinha que situações desta gravidade colocam em risco a segurança dos utentes e instruiu a unidade hospitalar a reforçar os procedimentos de controlo e registo de material clínico.
Só no ano passado, a ERS recebeu quase 88 mil queixas e, no primeiro semestre deste ano, aplicou coimas superiores a 300 mil euros. Entre os principais motivos estão os tempos de espera e falhas na segurança dos cuidados prestados.