Mark Wahlberg lançou uma tequila e a competição não o assusta

CNN , Chloe Melas
23 jan, 15:00
Mark Wahlberg investiu numa linha de tequila chamada Flecha Azul. Foto: Frazer Harrison/Getty Images

O ator junta-se assim a George Clooney, Rande Gerber, Dwayne Johnson ou Kendall Jenner, que também já investiram em marcas próprias da bebida

Mark Wahlberg é um homem de tequila.

Não é apenas a bebida de eleição do ator, mas, agora, ele também investiu numa linha de tequila chamada Flecha Azul, que foi co-fundada pelo golfista mexicano do PGA Tour Abraham Ancer e pelo empreendedor Aron Marquez.

“É engraçado, porque, quando o mencionaram pela primeira vez, respondi: ‘Nem pensar’”, comentou Wahlberg à CNN. “Há várias pessoas que dizem que foram ao México, criaram tequila e cultivaram agave e isso tudo. Eles responderam-me: ‘Não tem nada a ver, temos dois homens incríveis, eles são jovens e pensam da mesma forma.’ Eu apenas disse que adoraria investir neles.”

O trio fez a parceria durante a pandemia do coronavírus, com Wahlberg a concluir um negócio no ano passado como investidor principal. E sim, ele visitou a destilaria da marca em Jalisco, no México, que pertence e é gerida por uma família local desde 1840.

“Disse que queria passar das palavras à ação, assinar um cheque chorudo, contribuir para a marca, usar todos os meus recursos… Vamos usar tudo o que temos para que esta marca tenha o maior sucesso possível.”

Flecha Azul tem cinco tipos de tequila: Blanco, Reposado, Añejo, Cristalino e Extra Añejo. Atualmente, é vendida na Califórnia, Texas, Nevada e Geórgia e há planos para ser lançada em todos os Estados Unidos da América ainda este ano.

Ancer afirmou que incluir Wahlberg era uma decisão óbvia.

“Parecia simplesmente que estava destinado. Ele provou Flecha Azul e adorou”, disse ele e acrescentou que “o objetivo era vender tequila feita de forma tradicional, sem atalhos. É muito importante para mim honrar a minha cultura e as famílias que dedicaram as suas vidas a fazer tequila.”

Uma área apinhada

No que diz respeito a celebridades e tequila, Mark Wahlberg reconhece que é uma área que já foi ocupada por alguns dos pesos pesados de Hollywood. O Casamigos de George Clooney e Rande Gerber foi vendido ao dono da Johnnie Walker, Diageo, em 2007, por mil milhões de dólares. Dwayne "The Rock" Johnson lançou a Teremana, que vendeu mais de 600 mil embalagens de nove litros, segundo anunciado no mês passado. Até Kendall Jenner tem a sua própria linha, a 818.

A competição não assusta Wahlberg.

“A área está a crescer, devido a pessoas como Dwayne que criaram bastante sensibilização e entusiasmo”, explicou o ator. Mas isso não o impede de chegar ao topo. “Vamos atrás do lugar de toda a gente. Tencionamos ser os melhores, porque temos o melhor produto que existe. É a melhor proposta de valor para o cliente”, afirmou. E acrescentou que está disposto a entrar numa batalha de tequila com Johnson e Clooney.

“Provei o produto deles, mas eles não provaram o meu! Eles conhecem-me muito bem, conhecem o meu espírito de competição!” Fora do ecrã, Wahlberg tem mão em vários negócios, incluindo a sua linha de roupa de desporto, Municipal, a cadeia de hambúrgueres da sua família, “Wahlburger’s”, e é investidor da empresa de fitness F45 (FXLV).

“Se fizesse alguma coisa na área das bebidas espirituosas que realmente se relacionasse com a minha educação e a minha infância, seria o uísque irlandês, uma vez que sou um irlandês católico de Boston. Porém, o meu interesse é realmente apoiá-los e aquilo que eles criaram”, explicou.

O estilo de vida de Mark Wahlberg

Se segue Mark Wahlberg no Instagram, conhece a sua paixão pelo fitness e as suas sessões de exercício matinais conhecidas como “clube de exercício das 4 da manhã”. O ator disse à CNN que a tequila encaixa na sua dieta.

“Fui sempre um homem de vinho. Mas tem muito mais açúcar e calorias. Descobri que tenho de fazer muito menos cardio aos 50 anos e a tequila é provavelmente o melhor para eu beber. Quando provei Flecha, achei que era mesmo especial, por isso, sou mais um homem de tequila agora. Mas, obviamente, tudo com moderação.”

Mark Wahlberg, atualmente um ator reconhecido internacionalmente, entrou em cena pela primeira vez nos anos 1990 como membro do grupo de rap Marky Mark and the Funky Bunch. Ele estreou-se no cinema com um papel principal no filme “O Medo” em 1996 e recebeu boas críticas no seu trabalho seguinte como Dirk Diggler no filme de 1997, “Jogos de Prazer”.

Agora, mais de duas décadas depois, o ator foi nomeado para dois Óscares, oito prémios Emmy e teve o papel principal em filmes como “The Departed - Entre Inimigos”, “Ted” e “The Fighter - Último Round”.

Wahlberg confessou que o último ano tem sido particularmente difícil.

“Era mais fácil para mim ser otimista até apanhar covid, depois, senti uma depressão e uma tristeza como nunca tinha sentido”, afirmou.

O ator disse que as coisas pioraram depois da morte da sua mãe, Alma, em abril do ano passado, enquanto ele filmava o seu último projeto, um filme chamado “Father Stu”. No entanto, ele canalizou essas emoções nas filmagens.

“Perdi a minha mãe durante as filmagens. Mesmo que se viva até aos 100 anos, a vida é demasiado curta, por isso, é preciso, não só perceber isso, como também aceitá-lo. Este filme é sobre perdão e amor, coisas que fazem falta no mundo.” O ator refere que o projeto é “o filme mais importante que já fiz.”

Quer sejam os filmes, a tequila ou a sua paixão pelo fitness, Wahlberg tem a certeza de uma coisa. “Fixo-me nas coisas que sei, compreendo e por que sou apaixonado”, afirmou. “Só importa que as pessoas se sintam bem e bonitas. Meto-me em tudo e não me envolvo numa área, a menos que saiba que há um adulto muito sério dessa área a liderar o negócio.”

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