INEM deu apenas quatro dias úteis para operadores garantirem helitransporte de emergência

16 jul 2025, 08:37
Helicóptero do INEM (DR)
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REVISTA DE IMPRENSA || Consulta foi lançada a 6 de junho e pretendia garantir meios aéreos por um período máximo de quatro meses

O INEM deu apenas quatro dias úteis a 14 empresas para apresentarem propostas capazes de assegurar o helitransporte de emergência médica, entre o momento em que lançou uma consulta informal ao mercado, numa sexta-feira à tarde, e o prazo limite de resposta, avança o Público. O objetivo era suprir falhas na operação da Gulf Med, empresa maltesa que venceu o concurso público por 77,4 milhões de euros, mas que não conseguiu estar operacional até 1 de julho, como previsto.

A consulta foi lançada a 6 de junho e pretendia garantir meios aéreos por um período máximo de quatro meses. Entre as respostas, apenas a Gulf Med apresentou disponibilidade parcial, oferecendo três a quatro helicópteros em regime diurno. As restantes empresas alegaram falta de meios ou recusaram as condições propostas.

Perante este cenário, o INEM avançou com um ajuste direto à própria Gulf Med, prevendo a entrada faseada de helicópteros. Para colmatar a cobertura noturna, o instituto recorreu à Força Aérea Portuguesa, que disponibilizou quatro aeronaves.

Até final de setembro, prevê-se um regime transitório entre meios da Gulf Med, a operar de dia, e da Força Aérea, que cobre o serviço noturno. O ajuste direto à Gulf Med poderá durar até um ano, com custos diários superiores a 11 mil euros por helicóptero.

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