Governo teve “comportamento censurável” no caso de Hélder Rosalino. Mas Banco de Portugal também tem de “explicar” salário
Governo teve comportamento "censurável" no caso Hélder Rosalino, diz António José Seguro
Marcelo foi "apaziguador" na sua mensagem de Ano Novo
António José Seguro defende que a polémica em torno do salário que Hélder Rosalino iria receber no Governo deve abrir o debate sobre aquele que é o salário adequado para remunerar as pessoas que estão em funções públicas
António José Seguro considera que o Governo teve um “comportamento censurável” no caso de Hélder Rosalino, que segunda-feira disse estar indisponível para ser secretário-geral do Governo após a polémica em torno do salário de cerca de 15 mil euros, montante que seria possível depois de ter sido feita uma alteração a um decreto-lei momentos antes da nomeação de Rosalino.
O comentador da CNN Portugal defende que mais do que fazer alterações e “uma legislação à medida”, o Governo poderia ter dito que o salário do secretário-geral teria de ser superior, justificando a sua escolha e assumindo “as responsabilidades e as consequências”.
Para António José Seguro, toda esta polémica traz uma outra polémica à baila: qual o “salário adequado para remunerar as pessoas que estão em funções públicas”, porque não está só em causa este secretário-geral do Governo e o salário polémico, mas também o facto de um consultor da Administração Pública ganhar 15 mil euros, “ou seja, ganha muito mais do que o Presidente da República e mais duas vezes do que ganha o primeiro-ministro”. E atira: “Esta questão, designadamente do Banco de Portugal, tem de ser explicada”.
No primeiro episódio da sua rubrica ‘Liberdade’ de 2025, Seguro faz ainda uma análise à mensagem de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa, dizendo que não viu “nenhum recado do Presidente da República”, mas sim “uma inspiração”, defendendo que a mensagem teve “um tom de concórdia, um tom agregador, apaziguador”.
Seguro crê que Marcelo Rebelo de Sousa “aprendeu uma coisa, que talvez se obtenham resultados a partir da Presidência falando menos e agindo mais, mas com discrição” e, por isso, insere esta mensagem de Ano Novo “neste novo capítulo da vida” do Presidente da República
