“Succession” guarda o melhor para o fim com um final emocionante da terceira temporada

CNN , Brian Lowry
18 dez 2021, 11:00
Succession
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Este artigo contém spoilers do final da terceira temporada de “Succession”

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Depois de uma terceira temporada cheia de arriscadas jogadas de xadrez, persistia a dúvida sobre se o final de “Succession” conseguiria "fechar o negócio". E conseguiu, no sentido literal e figurado, num episódio que, mais uma vez, baralhou as alianças e contou com aquele que foi talvez o casamento mais tumultuoso, no que diz respeito a dramas nos bastidores, desde “O Padrinho”.

Premiada com vários Emmy, a série da HBO arrancou a temporada com elevadas expectativas, o que fez com que inevitavelmente nos perguntássemos se toda esta euforia continuava a ser merecida. Mas os dois últimos episódios proporcionaram momentos estimulantes que valeram à produção todo este burburinho cultural e a consolidaram como um dos principais dramas televisivos.

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No que já parecia um desenvolvimento inevitável, o ambicioso magnata Logan Roy (Brian Cox, extraordinário ao longo de toda a série, mas sobretudo nesta temporada) passou de comprador a vendedor, negociando um acordo que daria o controlo da sua empresa, a Waystar, à arrivista GoJo, a empresa de tecnologia liderada por Lukas Matsson (Alexander Skarsgård).

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O acordo, negociado sem o conhecimento dos seus filhos adultos, privou estes da passagem do testemunho que tanto cobiçavam desde o início, com Logan a chegar à conclusão de que assegurar o futuro da empresa era mais importante do que passá-la aos seus pouco merecedores herdeiros.

Isto culminou num confronto entre Logan e Kendall (Jeremy Strong), Shiv (Sarah Snook) e Roman (Kieran Culkin), após terem descoberto que, mais uma vez, o pai foi mais esperto, soube jogar melhor e os apanhou a todos de surpresa. Logan conseguiu-o pedindo à ex-mulher e mãe dos filhos (Harriet Walter) que retirasse qualquer margem de manobra que os filhos pudessem ter para deitar por terra um possível acordo (Shiv descreveu o processo usando termos grosseiros e com muitos palavrões à mistura).

Em retrospetiva, as cenas iniciais em que os Roy estão a jogar Monopólio e a fazer batota parecem ser um prenúncio do que está para vir, só que Roy está habituado a jogar com propriedades reais. Os seus filhos, nascidos no seio de uma família poderosa, simplesmente não cumprem os requisitos, pelo menos para já.

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O confronto final deixou Roman, o filho mais novo, com a vaga promessa de um cargo na empresa recém-formada e Shiv deixa-lhe um aviso em relação ao pai: “Não podes confiar nele.”

Segue-se depois outro momento em que Kendall - que sobreviveu ao cliffhanger do penúltimo episódio, mas por pouco - se vê quase à beira de um esgotamento. Kendall confessou aos irmãos ter sido parcialmente responsável pela morte da primeira temporada que o pai encobriu.

A longuíssima hora contou também com várias falas memoráveis, relembrando que provocar gargalhadas também é uma das armas secretas de “Succession”. Uma delas foi de Willa (Justine Lupe), que finalmente aceitou casar com o filho mais velho de Logan (Alan Rock), mas em vez de responder ao pedido com um simples “sim”, diz antes: “Não há de ser assim tão mau.”

Embora Jesse Armstrong, criador da série, tenha salientado que Rupert Murdoch e o seu clã não foram a única inspiração da série, vale a pena referir que Murdoch também fez um acordo surpreendente com a Disney, em 2019, em que vendeu uma boa parte do seu império, mantendo o controlo de outra parte. Uma vez que Matsson deixou no ar a possibilidade de deixar a Logan algumas ninharias importantes, este não corre o risco de ficar sem nada para fazer nas próximas temporadas, por mais que possam vir a ser (tal como a CNN, a HBO é uma empresa subsidiária da WarnerMedia).

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O final não deu resposta a todas as questões prementes, mas claro, neste tipo de formato, também não precisava de o fazer. Ao mesmo tempo, deixou uma grande incógnita, nomeadamente quanto ao que será de “Succession” se a batalha pelo comando da Waystar realmente for perdida, e o que irão os Roy fazer sem esse cobiçado prémio a criar disputas e confrontos entre eles.

A resposta pode não ser bonita, mas se as três primeiras temporadas nos mostraram alguma coisa foi que será bastante irresistível.

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