Harvard acusa Trump de "violação flagrante" da Constituição
A Universidade norte-americana de Harvard processou esta sexta-feira a administração Trump devido à decisão do presidente Donald Trump de revogar a autorização da instituição da Ivy League para matricular estudantes internacionais, segundo avança a Reuters.
No processo apresentado no tribunal federal de Boston, Harvard classificou a revogação como uma "violação flagrante" da Primeira Emenda da Constituição dos EUA e de outras leis federais.
"Com um duro golpe, o governo tentou apagar um quarto do corpo estudantil de Harvard, estudantes internacionais que contribuem significativamente para a Universidade e para a sua missão", começou por referir a universidade.
"Trata-se do mais recente ato do governo em clara retaliação pelo facto de Harvard exercer os seus direitos garantidos pela Primeira Emenda, rejeitando as exigências do governo para controlar a governação, o currículo e a 'ideologia' do seu corpo docente e estudantes", acrescentou a instituição.
A notícia surge depois de, na quinta-feira, a Secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, ter ordenado o encerramento da certificação do Programa de Estudantes e Visitantes de Intercâmbio de Harvard, com efeitos a partir do ano letivo de 2025-2026.
