Ómicron deverá sobrepor-se à variante Delta, diz especialista de Harvard

7 dez 2021, 06:31
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Estamos perante “o que parece ser um sinal de aumento exponencial da Ómicron em relação à Delta”, diz infeciologista que tem estudado as novas variantes

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Jacob Lemieux, especialista em doenças infecciosas que tem monitorizado as variantes do vírus SARS-Cov2, diz que é provável que a variante Ómicron ultrapasse a Delta e se torne dominante. Se não em todo o mundo, pelo menos em muitos países. O mundo está a assistir ao que “parece ser um sinal de aumento exponencial da Ómicron em relação à Delta”, declarou o especialista da Harvard Medical School, em declarações à agência Associated Press. 

“Ainda é cedo, mas cada vez mais os dados estão a chegar, sugerindo que a Ómicron provavelmente irá superar a Delta em muitos lugares, ainda que não em todos”, disse o infecciologista britânico. “Ainda há muita incerteza, mas quando juntamos os dados iniciais, vemos emergir uma imagem consistente: a Ómicron já está aqui [no Reino Unido] e, com base no que vimos na África do Sul, provavelmente vai tornar-se a variante dominante nas próximas semanas e meses, e possivelmente irá provocar um aumento dos números”. 

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No caso do Reino Unido, esse crescimento já é uma evidência. Numa semana, o número de pessoas naquele país infetadas com a variante Ómicron do novo coronavírus aumentou 3.000%, de 11 casos para 336. O ministro da Saúde britânico admitiu que já se está a verificar transmissão comunitária, pois há casos sem qualquer relação com viagens ao estrangeiro.

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Propagação "extremamente rápida"

A evidência que chega da África do Sul aponta a mesma tendência. O país estava numa fase de baixa incidência quando a variante Ómicron apareceu, mas, de menos de 200 novos casos por dia em meados de novembro, saltou para mais de 16 mil casos diários no último fim de semana. Na província onde a variante foi identificada pela primeira vez (Gauteng, onde ficam as cidades de Pretória e Joanesburgo), a nova variante já é responsável por 90% dos casos - e está a tornar-se predominante também nas outras sete províncias do país.

“O vírus está a propagar-se de forma extraordinariamente rápida”, confirma o diretor do Instituto de Pesquisa de Saúde de África (AHRI), Willem Hanekom. “Se olharmos para as curvas de crescimento da atual vaga, são muito mais acentuadas do que nas primeiras três vagas que a África do Sul registou. Isto indica que [o vírus] está a disseminar-se depressa e, por isso, poderá ser altamente transmissível”, declarou Hanekom à AP.

Para além da enorme rapidez de crescimento do número de novas infeções, a África do Sul está a testemunhar um aumento particularmente alto da incidência nas crianças e jovens entre os 4 e os 18 anos. Na sua maioria, trata-se de crianças que não estão vacinadas (a vacinação no país só está em curso a partir dos 12 anos), mas cujos pais não estão, também, imunizados.

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Outra tendência reforçada nos últimos dias na África do Sul é o forte aumento do número de internados, em particular crianças e jovens. Apesar disso, parece manter-se, por enquanto, a observação de que na grande maioria dos casos os sintomas da covid são suaves.

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