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Há um português a bordo do navio onde se suspeita que circula um vírus raro

4 mai, 13:19

Cerca de 150 pessoas estão a bordo do navio, sendo que já foram confirmadas três mortes

Há um tripulante português a bordo do navio Hondius, onde há neste momento dois casos suspeitos de hantavírus, sendo que três passageiros já morreram desde que a embarcação saiu da Argentina, e que agora está ao largo de Cabo Verde, que já impediu a atracagem.

A CNN Portugal confirmou junto do Governo que não há nenhum passageiro de nacionalidade portuguesa a bordo, mas um dos tripulantes é português.

Em todo o caso, não foi emitido qualquer pedido de apoio, sendo que as informações que existem de momento indicam que o tripulante de nacionalidade portuguesa se encontra bem de saúde.

Pelo menos um caso de hantavírus foi confirmado em laboratório, indicou a Organização Mundial de Saúde (OMS), um grupo de vírus raro, associado sobretudo a roedores.

“A embarcação transporta 147 pessoas, entre passageiros e tripulação” e, “deste total, três pessoas apresentam sintomas e foram devidamente avaliadas e assistidas por uma equipa de saúde, encontrando-se atualmente clinicamente estáveis”, detalhou o Ministério da Saúde de Cabo Verde, em comunicado, sobre a situação a bordo.

Hantavírus: o que é a doença rara que está a provocar o pânico num cruzeiro em pleno Atlântico

O barco com pessoas de várias nacionalidades permanece parado à entrada do porto da Praia, sem autorização para desembarque e a receber assistência por pessoal vestido com fatos de proteção integral.

Uma articulação internacional “tem permitido uma resposta célere, segura e tecnicamente adequada, garantindo o acompanhamento clínico dos doentes e a preparação de todas as medidas de precaução necessárias, incluindo uma possível evacuação sanitária por via aérea através de avião ambulância dos pacientes em seguimento”, indicou.

O Ministério da Saúde de Cabo Verde assegurou ainda que “a situação está sob controlo, não existindo, até ao momento, qualquer risco para a população em terra”. 

“Após avaliação técnica e epidemiológica, as autoridades sanitárias nacionais decidiram não autorizar a atracação no porto da Praia, por precaução”, lê-se no comunicado.

Segundo o documento, foi seguido “o Regulamento Sanitário Internacional, com o objetivo de proteger a saúde pública”.

“A assistência médica necessária está a ser assegurada por uma equipa destacada para o efeito, composta por médicos especialistas, enfermeiros e técnicos de laboratório. Foram igualmente preparadas medidas de resposta hospitalares para eventual necessidade de cuidados diferenciados no Hospital Dr. Agostinho Neto”, na capital, Praia.

O trabalho está a ser coordenado entre as estruturas de saúde, portuárias, com o suporte da OMS e em ligação com as autoridades dos Países Baixos, de onde é originário o navio, e do Reino Unido, país de origem de pelo menos uma das pessoas afetadas.

O navio de cruzeiro neerlandês Hondius entrou nas águas de Cabo Verde no domingo e as autoridades sanitárias do arquipélago acompanham-no após notificação internacional de um surto de doença respiratória a bordo, com ocorrência de casos graves e óbitos.

A embarcação fazia a ligação entre Ushuaia, na Argentina, e as ilhas Canárias.

Segundo informação transmitida às autoridades cabo-verdianas, o navio esteve no Atlântico Sul a visitar diversas ilhas para turismo de observação da vida selvagem.

Em declarações à Associated Press (AP), a Oceanwide Expeditions, empresa responsável pelo cruzeiro, informou que o corpo da terceira vítima ainda se encontrava a bordo do navio em Cabo Verde e que a sua prioridade era garantir que dois tripulantes que estão doentes recebiam assistência médica.

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