Cerca de 150 pessoas estão a bordo do navio, sendo que já foram confirmadas três mortes
Há um tripulante português a bordo do navio Hondius, onde há neste momento dois casos suspeitos de hantavírus, sendo que três passageiros já morreram desde que a embarcação saiu da Argentina, e que agora está ao largo de Cabo Verde, que já impediu a atracagem.
A CNN Portugal confirmou junto do Governo que não há nenhum passageiro de nacionalidade portuguesa a bordo, mas um dos tripulantes é português.
Em todo o caso, não foi emitido qualquer pedido de apoio, sendo que as informações que existem de momento indicam que o tripulante de nacionalidade portuguesa se encontra bem de saúde.
Pelo menos um caso de hantavírus foi confirmado em laboratório, indicou a Organização Mundial de Saúde (OMS), um grupo de vírus raro, associado sobretudo a roedores.
“A embarcação transporta 147 pessoas, entre passageiros e tripulação” e, “deste total, três pessoas apresentam sintomas e foram devidamente avaliadas e assistidas por uma equipa de saúde, encontrando-se atualmente clinicamente estáveis”, detalhou o Ministério da Saúde de Cabo Verde, em comunicado, sobre a situação a bordo.
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O barco com pessoas de várias nacionalidades permanece parado à entrada do porto da Praia, sem autorização para desembarque e a receber assistência por pessoal vestido com fatos de proteção integral.
Uma articulação internacional “tem permitido uma resposta célere, segura e tecnicamente adequada, garantindo o acompanhamento clínico dos doentes e a preparação de todas as medidas de precaução necessárias, incluindo uma possível evacuação sanitária por via aérea através de avião ambulância dos pacientes em seguimento”, indicou.
O Ministério da Saúde de Cabo Verde assegurou ainda que “a situação está sob controlo, não existindo, até ao momento, qualquer risco para a população em terra”.
“Após avaliação técnica e epidemiológica, as autoridades sanitárias nacionais decidiram não autorizar a atracação no porto da Praia, por precaução”, lê-se no comunicado.
Segundo o documento, foi seguido “o Regulamento Sanitário Internacional, com o objetivo de proteger a saúde pública”.
“A assistência médica necessária está a ser assegurada por uma equipa destacada para o efeito, composta por médicos especialistas, enfermeiros e técnicos de laboratório. Foram igualmente preparadas medidas de resposta hospitalares para eventual necessidade de cuidados diferenciados no Hospital Dr. Agostinho Neto”, na capital, Praia.
O trabalho está a ser coordenado entre as estruturas de saúde, portuárias, com o suporte da OMS e em ligação com as autoridades dos Países Baixos, de onde é originário o navio, e do Reino Unido, país de origem de pelo menos uma das pessoas afetadas.
O navio de cruzeiro neerlandês Hondius entrou nas águas de Cabo Verde no domingo e as autoridades sanitárias do arquipélago acompanham-no após notificação internacional de um surto de doença respiratória a bordo, com ocorrência de casos graves e óbitos.
A embarcação fazia a ligação entre Ushuaia, na Argentina, e as ilhas Canárias.
Segundo informação transmitida às autoridades cabo-verdianas, o navio esteve no Atlântico Sul a visitar diversas ilhas para turismo de observação da vida selvagem.
Em declarações à Associated Press (AP), a Oceanwide Expeditions, empresa responsável pelo cruzeiro, informou que o corpo da terceira vítima ainda se encontrava a bordo do navio em Cabo Verde e que a sua prioridade era garantir que dois tripulantes que estão doentes recebiam assistência médica.