Hondius segue agora para os Países Baixos com as pessoas que ainda restam. Período de incubação da doença aconselha cautelas
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que o sentimento é de missão cumprida, depois de o navio Hondius ter deixado Espanha rumo à sua última paragem, os Países Baixos, ainda com 26 pessoas a bordo.
Ao lado de grande parte do governo espanhol, Tedros Adhanom Ghebreyesus agradeceu toda a coordenação da operação que permitiu o repatriamento de dezenas de pessoas, as últimas das quais saíram ao final da tarde desta segunda-feira.
“Missão cumprida”, desabafou o responsável, assinalando que “o firme compromisso do governo [espanhol] fez com que tudo tenha acabado bem”.
Em todo o caso, será ainda preciso esperar algumas semanas para que se possa dizer essa frase em definitivo, até porque França confirmou um caso e dos Estados Unidos chegou uma notícia semelhante.
Com um período de incubação que pode ir para lá das seis semanas, o hantavírus é ainda uma ameaça real, pelo que medidas como as vistas na tarde desta segunda-feira em Tenerife - os passageiros e tripulantes que desembarcaram tiveram de vestir roupa protetora e se mantiveram em distância de segurança uns dos outros - devem continuar a ser aplicadas a estas mesmas pessoas, garantindo o risco mínimo de futuro contágio.
Nesse sentido, Tedros Adhanom Ghebreyesus assegurou que vai ser feito o “seguimento necessário” das pessoas que vão deixando o navio. “Todos vão receber a ajuda que precisam. Se tivessem ficado mais tempo, teria sido pior”, reiterou, voltando a afastar qualquer semelhança com a pandemia de covid-19.
No domingo foram retiradas do navio de cruzeiro e repatriadas 94 pessoas de 19 nacionalidades, numa operação que ficou agora concluída, seguindo-se a paragem final em Roterdão.
A OMS confirmou até agora sete casos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram no cruzeiro MV Hondius, que saiu do sul da Argentina no início de abril. Três pessoas morreram.
