Cantora checa morre depois de se infetar propositadamente com o vírus da covid-19

19 jan, 10:27
Hana Horka

Hana Horka celebrou nas redes sociais o facto de ter contraído a doença, escrevendo que agora já poderia entrar em todo o lado. Na República Checa, é preciso certificado de vacinação ou de recuperação para entrar em bares, restaurantes, eventos culturais ou desportivos

A cantora checa Hana Horka, membro do grupo de folk Asonance, morreu no domingo, aos 57 anos, depois de se infetar propositadamente com o vírus da covid-19, anunciou a sua família.

Segundo o filho, Jan Rek, em entrevista à rádio pública iRozhlas, a mãe opunha-se à vacinação e nem a família, que está vacinada, conseguiu convencê-la do contrário. O marido e o filho da cantora testaram positivo à covid-19 por altura do Natal, apesar de estarem vacinados, o que fez com que Hana Horka decidisse tentar a imunização natural.

"Ela decidiu viver normalmente connosco. Preferiu contrair a doença a ser vacinada", contou Jan Rek.

Na sexta-feira, Hana Horka celebrou nas redes sociais o facto de ter contraído a doença e sobrevivido, escrevendo que agora já poderia entrar em todo o lado. Recorde-se que, na República Checa, é preciso certificado de vacinação ou de recuperação para entrar em bares, restaurantes, eventos culturais ou desportivos.

"Sobrevivi à covid-19. Por isso haverá teatro, sauna, concertos, vida social... Desejo a todos um dia maravilhoso. A vida está aqui para mim e para vocês também", afirmou.

Rek contou ainda que a mãe não contraiu a doença ao mesmo tempo que a família, "foi mais tarde", e que depois de alguns dias com sintomas ligeiros o seu estado de saúde mudou subitamente. "Começou a queixar-se de dores nas costas, foi deitar-se um bocado e, aparentemente, teve uma paragem cardiorrespiratória. Foi tudo muito rápido, uma questão de dez minutos", recordou.

O filho acusou mesmo alguns negacionistas locais antivacinas de terem "sangue nas mãos", por terem convencido a sua mãe.

"Sei exatamente quem lhe deu a volta. E entristece-me muito que tenha preferido acreditar em estranhos do que na própria família. Não foi apenas a desinformação total, mas também opiniões sobre a imunidade natural e os anticorpos gerados após ser infetado", apontou.

Veja também o vídeo: "Não se enganem" com a Ómicron. OMS avisa que a pandemia "está longe de acabar"

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