Preço médio do arrendamento baixa 5,8% em 2021, mas ainda está acima dos mil euros

Agência Lusa , AM
4 jan, 14:49
Fotografia: Rui Oliveira
Fotografia: Rui Oliveira

Locais mais caros para arrendar casa foram Lisboa e Porto, seguindo-se Madeira e Faro

PUB

O valor médio do arrendamento em Portugal diminuiu 5,8% em 2021, para 1.017 euros, face ao ano anterior, revela o portal Imovirtual.

Além disso, a diferença é mais significativa se comparada com 2019 (-18,1%), já que a renda média nesse ano foi de 1.242 euros, esclarece ainda o portal de anúncios imobiliários em comunicado.

PUB

No ano passado, os locais mais caros para arrendar casa eram Lisboa, com uma renda média de 1.264 euros, seguindo-se o Porto (935 euros), Madeira (875 euros) e Faro (833 euros).

Por sua vez, o distrito que registou o maior aumento do valor médio da renda, de 351 euros em 2020 para 425 euros no ano passado, foi a Guarda (+21,1%), seguido de Portalegre (+12,5%), que passou dos 343 euros para os 386 euros, pela mesma ordem.

Já a queda mais acentuada das rendas no ano passado, face ao ano anterior, observou-se em Beja (-9,5%), tendo descido de 557 euros para 504 euros, sendo que no segundo lugar surge Lisboa com uma diminuição de 9%, ao passar de 1.389 euros para 1.264 euros, nos respetivos anos.

PUB
PUB
PUB

Quanto a 2019, a Guarda surge também como o distrito com maior aumento das rendas (+18,7%), o qual, nesse ano, se fixou nos 358 euros, seguindo-se Santarém com uma subida de 11,8%, ao passar de 484 euros para 541 euros.

O valor médio da renda em Portalegre, por sua vez, subiu 11,6% em 2019, para 346 euros, lê-se no comunicado.

Ainda, segundo o Imovirtual, a queda mais significativa das rendas, em comparação com 2019, ocorreu em Lisboa (-20,3%), onde a renda nesse ano era de 1.586 euros, seguindo-se o Porto (-16,7%), onde a renda média em 2019 era 1.123 euros.

No caso do preço de venda médio das casas, o diretor-geral do Imovirtual, Ricardo Feferbaum, explicou que este “tem vindo a aumentar desde 2019”, altura em que o mercado imobiliário teve “alterações e dinâmicas”, devido às novas necessidades e tipo de procura que surgiram com a pandemia da covid-19.

“Tal aconteceu em 2020 e 2021 manteve essa tendência”, realçou o gestor, citado no comunicado, adiantando que já em relação ao arrendamento se observa uma “diminuição dos preços”, que pode estar associada, por um lado, “à maior oferta, mas também à "mobilidade interna" possibilitada pelo trabalho remoto, já que as maiores quebras se registaram nas grandes capitais.

PUB
PUB
PUB

Preço de média venda aumenta

Com base nos dados da Imovirtual, foi possível ainda saber que o preço médio de venda dos imóveis anunciados no ano passado neste portal foi de 362.870 euros, o que representou um aumento geral de 5,1% face ao ano anterior (345.412 euros) e uma subida de 11,8% comparaticamente a 2019 (324.559 euros).

No ano passado, os distritos com casas para mais caras para venda foram Lisboa (578.083 euros), Faro (479.300 euros), Região Autónoma da Madeira (359.513 euros) e o Porto (323.016 euros), sendo que os mais baratos para comprar foram a Guarda (112.759 euros) e Portalegre (117.845 euros).

Quanto à subida homóloga mais significativa do preço de venda das casas em 2021, observou-se em Évora, com o preço médio a passar de 204.690 euros em 2020 para 238.373 euros em 2021, isto é, superior em 16,5%, seguindo-se a Madeira (+10,5%), onde o preço de venda em 2020 se fixava nos 325.382 euros. Aveiro Beja e Braga, por seu turno, registaram aumentos de 9,8%, 9% e 8,6%, respetivamente.

PUB
PUB
PUB

Já os distritos da Guarda e Portalegre, onde o preço de venda era o mais baixo no ano passado, foram também os únicos que registam uma descida nos valores na comparação com 2020 (-8% e -3,3%) e 2019 (-14,5% e -22,4%), pela mesma ordem.

Em comparação com 2019, Évora é também o distrito onde se verifica o maior aumento do preço médio (+33,1%), que nesse ano era de 179.081 euros.

Na segunda posição surge "Aveiro (+18,6%), que passa de 200.295 euros para 237.565 euros, e em terceiro lugar Setúbal (+16,9%), que sobe de 256.436 euros para 299.655 euros", lê-se no comunicado.

Uma newsletter para conversarmos - Decisão 22

Envie-nos as suas questões e sugestões de temas, responderemos pela caixa do correio

Saiba mais

Imobiliário

Mais Imobiliário

Patrocinados