À procura de casa? Com o preço do m2 em Lisboa, compra o dobro do espaço nos arredores e poupa milhares de euros

28 mai, 19:00
Imobiliário em Portugal (Getty Images)

A avaliação feita pelos bancos, para concederem crédito à habitação, subiu para os 1356 euros por metro quadrado a nível nacional em abril. Contudo, os dados do INE permitem fazer comparações entre concelhos. Na Grande Lisboa, basta afastar-se da capital para, com o mesmo dinheiro, conseguir comprar o dobro do espaço. Ou poupar largas dezenas de milhar de euros

3378 euros. É este o valor com que os bancos avaliaram, em abril, o metro quadrado em Lisboa. Mas, com ele, conseguiria comprar o dobro do espaço em concelhos que circundam a capital ou poupar milhares de euros.

Montijo (1432€), Alcochete (1452€), Setúbal (1475€), Vila Franca de Xira (1575€), Sintra (1586€) e Seixal (1594€), por exemplo, recebem avaliações mais modestas pela banca na hora de conceder crédito bancário. E, pela análise dos números do Instituto Nacional de Estatística (INE), torna-se fácil concluir: o valor de Lisboa daria para, pelo menos, dois metros quadrados por aqui.

Mas o exercício pode ser feito de outra forma. Com os valores medianos da avaliação bancária de abril, que tendem a ser superiores ao praticado pelo mercado, uma habitação de 70 m2 em Lisboa custaria cerca de 236.460 euros.

Para comprar os mesmos 70 m2 nos concelhos listados acima, conseguiria poupanças entre os 124 mil e os 136 mil euros. Ou seja, teria margem para comprar uma segunda casa pelo mesmo valor – e ainda lhe sobrava algum dinheiro face ao que gastaria por apenas uma em Lisboa.

Bem perto mas com poupanças

Nos concelhos que estão mesmo colados a Lisboa – Almada (1842€), Amadora (1870€), Loures (1873€) e Odivelas (2054€) – a pressão sobre os preços, seguindo os dados da avaliação bancária, é mais notória. Nestes concelhos consegue comprar, com o mesmo valor, mais espaço do que na capital – mas não já não o dobro.

Mas repita-se o exercício para uma habitação com 70 m2, que em Lisboa vale mais de 236 mil euros para os bancos. Para comprar uma casa da mesma dimensão conseguiria uma poupança superior a 105 mil euros se o fizer em Almada, Amadora ou Loures. Em Odivelas, são quase 93 mil euros.

Em Oeiras (2551€) e Cascais (2647€), o preço do metro quadrado para os bancos está ainda mais próximo do praticado em Lisboa. Contudo, uma família que procure 70 m2 conseguiria poupar mais de 50 mil euros ao deslocar-se para a “linha”.

No campo, quatro vezes mais espaço

Viver no interior é uma opção cada vez mais recorrente para famílias que procurem calma… e espaço. Quatro vezes mais espaço se a escolha recair sobre Guarda, Castelo Branco, Portalegre ou Bragança. Nestes concelhos, o metro quadrado para a avaliação bancária está abaixo dos 900 euros.

Na Guarda, o valor mediano do metro quadrado está nos 728 euros, em Castelo Branco nos 800, em Portalegre nos 834 e em Bragança nos 869 euros. Ou seja, um metro quadrado em Lisboa compra pelo menos quatro nestas localizações.

Se a comparação for feita pelo exemplo da casa de 70 m2, face a Lisboa, as poupanças rondam os 175 mil a 185 mil euros.

Abril confirma subida (e recorde)

Em abril, mês em que entraram em vigor novas restrições no acesso ao crédito à habitação, os bancos voltaram a rever em alta o valor com que avaliam as habitações, para um recorde de 1356 euros por metro quadrado a nível nacional. Trata-se de um aumento de 25 euros face a março – equivalente a 13%. A variação homóloga mais intensa registou-se no Algarve (16,2%) e a menor nos Açores (6,7%).

Há oito meses que o indicador vem subindo, demonstrando a confiança dos bancos nos empréstimos para a compra de casa - uma evolução que acompanha a tendência de valorização das casas e a maior procura por financiamento. E isto apesar dos receios crescentes com o conflito na Ucrânia e com o Banco Central Europeu a acenar com a subida dos juros.

Relacionados

Novo Dia CNN

5 coisas que importam

Dê-nos 5 minutos, e iremos pô-lo a par das notícias que precisa de saber todas as manhãs.
Saiba mais

Economia

Mais Economia

Patrocinados