Governo português diz que está em "contacto permanente" com embaixada e apela ao fim da violência na Guiné-Bissau

CNN Portugal , MCC
26 nov, 15:54
Bandeira da Guiné-Bissau (Getty Images)

Ouvem-se tiros de armas ligeiras e de guerra no centro da cidade de Bissau desde as 12:40

O Governo português reagiu à tomada de "controlo total" da Guiné-Bissau por militares, responsáveis por deter o presidente do país, Umaro Sissoco Embaló, esta quarta-feira. O ministério dos Negócios Estrangeiros apela à contenção de todas as partes envolvidas e defende a reposição imediata do regular funcionamento das instituições, para que "se possa finalizar o processo de apuramento e proclamação dos resultados eleitorais".

Em comunicado, o Executivo sublinha que está em "contacto permanente" com a embaixada portuguesa em Bissau, numa operação de monitorização que visa garantir a segurança dos cidadãos portugueses no país, bem como acompanhar os impactos que a tensão política possa ter população em geral. 

Militares da Guiné-Bissau anunciaram ter assumido o "controlo total" do país, três dias depois das eleições presidenciais em que tanto Umaro Sissoco Embaló como o opositor Fernando Dias reivindicaram vitória. A informação foi avançada pela France 24.

O presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse anteriormente ter sido alvo de um golpe de Estado e confirmou, em declarações ao jornal Jeune Afrique, que foi detido por militares esta quarta-feira, por volta das 12:00, no seu gabinete no palácio presidencial, em Bissau.

De acordo com o próprio, foram também detidos o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Biague Na Ntan, o vice-chefe do Estado-Maior, Mamadou Touré, e o ministro do Interior, Botché Candé. Embaló garante que não foi alvo de violência física no momento da detenção e aponta responsabilidades para o chefe do Estado-Maior do Exército.

A Lusa, que cita testemunhas no terreno, avança que estão a ser ouvidos tiros de armas ligeiras e de guerra no centro da cidade de Bissau, capital do país, desde as 12:40.

A crise ocorre três dias depois da eleição presidencial. Embaló reivindicava já uma vitória expressiva, com 65% dos votos, com base em sondagens. No entanto, o seu principal adversário, Fernando Dias da Costa também reivindicava a vitória. Os resultados eleitorais deveriam ser divulgados esta quinta-feira.

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