Os Estados Unidos estão a pressionar Volodymyr Zelensky para que coopere com a tentativa do presidente Donald Trump de convocar conversações de paz com a Rússia
A França está a oferecer os seus serviços de inteligência à Ucrânia, um dia depois que Washington ter anunciado que ia cessar a partilha de inteligência com Kiev, naquilo que foi visto como uma tentativa para aumentar a pressão sobre o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Sebastien Lecornu, esta quinta-feira, numa entrevista à rádio France Inter.
“Temos recursos de inteligência que usamos para ajudar os ucranianos”, afirmou, acrescentando que o serviço de partilha de informações entre os EUA e a Ucrânia "foi suspenso desde ontem [quarta-feira] à tarde".
Lecornu disse ainda que "para os nossos amigos britânicos, que fazem parte de uma comunidade de informações com os Estados Unidos, é mais complicado”.
O porta-voz do gabinete do primeiro-ministro britânico recusou-se a comentar as notícias, mas disse que o objetivo do Reino Unido era garantir que Kiev ficasse na posição mais forte possível.
O chefe da CIA, John Ratcliffe, confirmou, durante uma entrevista à estação de televisão norte-americana Fox News, que os Estados Unidos congelaram o fornecimento de informações à Ucrânia, depois de também terem cortado a ajuda militar.
As informações dos serviços secretos norte-americanos são fundamentais para a Ucrânia na guerra, garantem funcionários estatais dos EUA, citados pelo Financial Times.
