Também a presidente da assembleia europeia, Roberta Metsola, irá presidir a uma sessão plenária extraordinária para assinalar o quarto aniversário da guerra
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, chegaram hoje a Kiev para assinalar a coragem ucraniana e o apoio da UE ao país quatro anos após a invasão russa.
"Quatro anos de uma guerra de agressão injusta, quatro anos de coragem ucraniana inabalável, quatro anos de apoio europeu incondicional. Uma determinação comum: garantir uma paz justa e duradoura na Ucrânia. É por isso que estamos hoje aqui em Kiev", escreveu António Costa, numa publicação na rede social X na sua chegada à capital ucraniana.
Four years of an unjust war of aggression.⁰
Four years of unshakable Ukrainian courage.⁰
Four years of unwavering European support.
One shared resolve: to secure a just and lasting peace in Ukraine.
That’s why we are here in Kyiv today. pic.twitter.com/KJJ7levHnp
— António Costa (@eucopresident) February 24, 2026
Ursula von der Leyen apontou no X que está em Kiev "pela décima vez desde o início da guerra" da Ucrânia causada pela invasão russa em 24 de fevereiro de 2022 "para reafirmar que a Europa está firmemente ao lado da Ucrânia, financeiramente, militarmente e durante este inverno rigoroso" e "para sublinhar o compromisso duradouro com a luta justa da Ucrânia".
In Kyiv for the tenth time since the start of the war.
To reaffirm that Europe stands unwaveringly with Ukraine, financially, militarily, and through this harsh winter.
To underscore our enduring commitment to Ukraine’s just fight.
And to send a clear message to the Ukrainian… pic.twitter.com/iULkEQji16
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) February 24, 2026
A líder do executivo comunitário adiantou querer ainda "enviar uma mensagem clara ao povo ucraniano e ao agressor", de que a União Europeia não desistirá "até que a paz seja restaurada", mas uma "paz nos termos da Ucrânia".
Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia deslocam-se hoje a Kiev para assinalar o quarto aniversário da guerra na Ucrânia, enquanto o Parlamento Europeu organiza uma sessão plenária extraordinária em Bruxelas.
Através do X, a presidente da assembleia europeia, Roberta Metsola, recordou: “Quatro anos de coragem inquebrantável, quatro anos de ucranianos mantendo-se firmes sob imensa pressão, quatro anos de uma nação que se recusa a ceder, quatro anos de Europa firme no seu apoio”.
"A história lembrará a valentia e a solidariedade daqueles que se mantiveram ao lado deles", adiantou Roberta Metsola, que irá presidir a uma sessão plenária extraordinária para assinalar o quarto aniversário da guerra.
No entanto, ao contrário do ano passado, em que Von der Leyen aproveitou a ida a Kiev para anunciar um novo financiamento de 3,5 mil milhões de euros à Ucrânia, desta vez os dois líderes vão chegar à capital ucraniana com um revés e poucos anúncios previstos.
Na segunda-feira, devido à oposição da Hungria, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE não conseguiram aprovar o 20.º pacote de sanções à Rússia, preparado precisamente para assinalar o quarto aniversário da guerra.
Da mesma maneira, a Hungria ameaçou bloquear um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, o que, a verificar-se, pode deixar Kiev sem o financiamento necessário para aguentar o esforço de guerra a partir da primavera.
Em Bruxelas, o Parlamento Europeu decidiu também organizar uma sessão plenária extraordinária para assinalar o quarto aniversário da guerra, agendada para as 10:15 (09:15 em Lisboa) e com uma duração de cerca de uma hora.
A sessão vai começar com um discurso de Zelensky, feito por vídeo, passando depois os eurodeputados a debater a guerra e o apoio da UE à Ucrânia, antes de votarem uma resolução.
Por sua vez, a NATO também vai assinalar o quarto aniversário da guerra na Ucrânia com uma cerimónia no quartel-general da organização, em Bruxelas, que contará com declarações do secretário-geral da Aliança, Mark Rutte.
A Amnistia Internacional (AI) afirmou na segunda-feira que o povo ucraniano "suportou mais um ano de agressão" em grande escala, o mais devastador até agora em consequências humanitárias e o mais mortífero em vítimas civis desde 2022.