Apple, Volkswagen, BMW, Spotify, Ford, Volvo, Honda, IKEA, Nike, Disney, Galp e afins: está tudo a sair da Rússia

Pedro Falardo , Notícia atualizada às 13:03 do dia 5 de março
5 mar, 13:08
Apple

Desde o sector tecnológico à moda, passando pelo cinema e pela aviação, muitas multinacionais disseram adeus ao mercado russo

Desde o começo da invasão russa à Ucrânia, há precisamente uma semana, centenas de marcas globais já comunicaram a saída ou a suspensão das atividades económicas na Rússia.

No sector tecnológico, a Apple anunciou na terça-feira que iria deixar de vender os seus produtos na Rússia, assim como limitar certos serviços - como o Apple Pay. Também as empresas de software SAP e Oracle anunciaram o fim de todas as suas operações na Rússia, em solidariedade com o povo ucraniano, tendo a marca alemã ido mais longe, ao disponibilizar os seus escritórios na União Europeia para o acolhimento de refugiados. O Spotify também sancionou a Rússia, encerrando os seus escritórios no país

As fabricantes automóveis Volkswagen e BMW foram as primeiras marcas deste sector a suspender tanto a produção na Rússia como a exportação para o país. As americanas Ford e General Motors, que detém marcas como a Chevrolet e a Cadillac, seguiram pelo mesmo caminho, assim como a sueca Volvo e as japonesas Toyota, Mazda e Honda.

Também da noite para o dia a petrolífera BP decidiu vender as ações que tinha na russa Rosneft após o “ato de agressão à Ucrânia”. A empresa britânica detinha 19,75% das ações da empresa, cerca de 22 mil milhões de euros. A Shell também decidiu terminar todas as operações que tinha na Rússia, incluindo o gasoduto Nordstream 2 e os projetos em parceria com a Gazprom.

Na aviação, tanto a Boeing como a Airbus e a Embraer anunciaram a suspensão do apoio e manutenção às aeronaves das companhias russas, assim como a venda de peças de substituição. Por sua vez, a companhia aérea estatal russa Aeroflot suspendeu, a 5 de março, todos os voos para o estrangeiro, à exceção da Bielorrússia. A medida entra em vigor a partir do dia 8 de março, avança a agência de notícias TASS. 

Mas talvez um dos maiores impactos tenha sido o encerramento de todas as lojas da sueca IKEA na Rússia e Bielorrússia, deixando assim cerca de 15 mil pessoas no desemprego.

O mundo da moda também cortou relações com a Rússia. A Adidas suspendeu a sua parceria com a Federação Russa de Futebol, enquanto a Nike suspendeu todas as vendas para a Rússia. A H&M, por seu turno, encerrou todas as suas lojas na Rússia e suspendeu as vendas para o território. O grupo Inditex, detentor de lojas como a Zara, seguiu o mesmo caminho e encerrou as suas 502 lojas físicas na Rússia e suspendeu todas as plataformas online.

Muitas marcas de luxo também abandonaram a Rússia. O grupo LVMH, que detém marcas como a Louis Vuitton, Dior e TAG Heuer, encerrou os seus 124 espaços comerciais no país, assegurando que os 3500 funcionários da empresa continuam a receber os salários. Também a Chanel e a Hermès suspenderam tanto o comércio físico como o online no país, assim como o grupo Kering, dono de marcas como a Balenciaga, Gucci e Yves Saint-Laurent.

O mundo do cinema também penalizou a Rússia pela invasão decretada por Putin. A Disney, a Sony e a WarnerBros suspenderam o lançamento dos seus novos filmes nas salas de cinema do país. Por seu turno, a Netflix anunciou que não iria cumprir a nova lei audiovisual russa, que obrigaria a marca a ter na sua plataforma perto de 20 canais públicos para poder operar.

As processadoras de pagamentos Visa, Mastercard e Amex, em consonância com as sanções impostas pelo Ocidente, bloquearam várias entidades das suas redes. Por sua vez, o Fundo Governamental de Pensões da Noruega, o maior fundo soberano do mundo, decidiu terminar os investimentos em 47 empresas russas, assim como em títulos do governo russo.

Entre as marcas portuguesas destacam-se a Prio e a Galp, que deixaram de importar produtos petrolíferos russos em solidariedade com o povo ucraniano, e a Jerónimo Martins, que retirou das prateleiras dos seus supermercados na Polónia, com a marca Biedronka, todos os produtos russos e bielorrussos.

Televisões também abandonam a Rússia

Em resultado da nova lei aprovada por Vladimir Putin, que prevê até 15 anos de prisão para quem divulgue "informações falsas" sobre as forças armadas russas e as suas atividades, várias estações de televisão decidiram suspender o trabalho desenvolvido no país.

BBC, CNN, Bloomberg, a italiana RAI e a canadiana CBC foram algumas das emissoras que abandonaram o país em função da nova legislação, todas expressando preocupação quanto à liberdade de imprensa na Rússia.

 

Relacionados

Novo Dia CNN

5 coisas que importam

Dê-nos 5 minutos, e iremos pô-lo a par das notícias que precisa de saber todas as manhãs.
Saiba mais

Europa

Mais Europa

Patrocinados