Trump prepara-se para reconhecer a Crimeia e outros territórios ocupados como russos

28 nov, 16:38
O Presidente Donald Trump e o Presidente russo Vladimir Putin chegam para uma conferência de imprensa na Base Conjunta Elmendorf-Richardson, a 15 de agosto, em Anchorage, Alasca. Andrew Harnik/Getty Images

Em causa, está essencialmente a Península da Crimeia e as regiões do Donetsk, segundo avança o jornal britânico Telegraph

O jornal Telegraph está a avançar que a delegação norte-americana, composta por Steve Witkoff, enviado especial de Donald Trump para missões de paz, e Jared Kushner, genro de Trump, vai a Moscovo com planos de reconhecer a Crimeia e outros territórios ocupados na Ucrânia para a Rússia com o objetivo de garantir um acordo de paz que coloque um ponto final na guerra.

O Telegraph apurou que Donald Trump enviou a delegação a Moscovo com o propósito de fazer esta mesma oferta a Vladimir Putin, sem detalhar a origem da informação.

"O plano de reconhecimento territorial, que viola a convenção diplomática dos EUA, provavelmente seguirá adiante, apesar das preocupações entre os aliados europeus da Ucrânia", escreve o Telegraph.

A fonte próxima do tema e que não é identificada pelo jornal britânico diz que “está cada vez mais claro que os americanos não se importam com a posição europeia e dizem que os europeus podem fazer o que quiserem".

Esta quinta-feira, o presidente da Rússia anunciou que o reconhecimento da Crimeia e das regiões do Donetsk seria uma peça-chave para um entendimento quanto ao plano de paz de 28 pontos dos EUA.

O Kremlin diz que até à chegada da delegação dos EUA a Moscovo terá informações sobre com quais dos 28 pontos do plano de paz a Rússia concorda.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, garante que de momento só está a negociar com os EUA, avança a Reuters, apesar de ter saído do encontro de Genebra uma contra-proposta da Ucrânia com o aval norte-americano.

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