Tenente-coronel das Forças Aeroespaciais russas morre após bomba detonar quando ligou o carro

28 ago, 12:00
Uma nuvem de fumo negro é vista sobre o porto de São Petersburgo, na Rússia, na quarta-feira, 3 de junho de 2026, após um ataque com drones ucranianos. Foto: AP
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Ministério da Defesa da Rússia comprou uma parte significativa das habitações naquela zona de São Petersburgo para militares e respetivas famílias. Comité de Investigação russo já abriu um processo criminal

A guerra da Ucrânia está a aproximar-se cada vez mais da retaguarda russa. Uma bomba colocada num carro matou um tenente-coronel das Forças Aeroespaciais da Rússia, em São Petersburgo, esta quinta-feira.

A mulher do militar, que também estava no interior da viatura, sobreviveu, tendo sido transportada para o hospital em estado grave.

O portal de notícias ucraniano Militarnyi cita testemunhas que dizem que o tenente-coronel e a mulher estavam no carro quando um engenho explosivo improvisado detonou dentro do veículo. A explosão aconteceu depois de o condutor ligar o motor, completa o canal russo Ren TV.

O incidente resultou na perda de membros de ambos, sendo que o homem não resistiu aos ferimentos. A mulher terá ficado sem pernas. 

Partes do veículo foram projetadas dezenas de metros de distância, segundo o canal, e vários carros estacionados nas proximidades terão ficado danificados pelos destroços.

A direção do Comité de Investigação de São Petersburgo confirmou ter aberto um processo criminal relacionado com o incêndio de um carro no qual uma pessoa morreu e outra ficou ferida. 

Algumas informações revelam que o Ministério da Defesa da Rússia comprou uma parte significativa das habitações naquela zona da cidade para militares e respetivas famílias.

O alegado ataque surge na sequência de uma série de explosões registadas contra pessoas ligadas à guerra. Pelo menos quatro altos responsáveis militares morreram em atentados com bombas em Moscovo e nos arredores desde o final de 2024, incluindo o oficial do Estado-Maior, Yaroslav Moskalik, o responsável pelo planeamento militar, Fanil Sarvarov, e Damir Davydov, que supervisionava o fornecimento de mísseis e munições para o Ministério da Defesa.

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