Já foram identificados mais de 650 casos de traição. E nem o amigo de infância de Zelensky escapa

18 jul, 12:26
Volodymyr Zelensky (AP Photo/Natacha Pisarenko)

Presidente da Ucrânia anunciou demissão de Ivan Bakanov e de Iryna Venediktova, mas segundo um assessor do presidente, os dois foram suspensos porque há "investigações" a decorrer relacionadas com casos de traição

Um assessor do presidente da Ucrânia informou esta segunda-feira que Ivan Bakanov, líder dos serviços de segurança interna, e Iryna Venediktova, a procuradora-geral da Ucrânia, não foram formalmente demitidos mas estão suspensos a aguardar o desenvolvimento de investigações.

Andriy Smyrnov, vice-chefe do gabinete presidencial, disse à televisão ucraniana, citado pela Reuters, que Venediktova fora suspensa e que Bakanov foi "temporariamente removido do cumprimento dos seus deveres" enquanto "verificações e investigações" estão a decorrer.

Questionado se os dois responsáveis poderiam regressar aos seus cargos, caso sejam ilibados pela investigação, Smyrnov disse que a Ucrânia é um país que segue a lei e que, portanto, essa possibilidade não está afastada.

No domingo, o presidente da Ucrânia anunciou ter demitido o chefe dos serviços de segurança ucranianos e a procuradora-geral da República, que era responsável pela instrução dos processos de crimes de guerra contra os russos.

Identificados mais de 600 casos de casos de traição 

Volodymyr Zelensky justificou as saídas com a alegação de que mais de 60 membros do gabinete da procuradora e dos serviços de informações “continuaram em território ocupado a trabalhar contra o Estado” ucraniano. 

De acordo com o presidente da Ucrânia, foram também identificados 651 casos de traição, tendo sido aberto o mesmo número de processos contra funcionários do Ministério Público e forças de segurança ucranianos.

“Estes crimes contra as fundações da segurança nacional do Estado e as ligações entre as forças de segurança ucranianas e os serviços especiais russos levantam questões muito sérias sobre os seus líderes”, acrescentou.

As ordens de demissão do chefe da SBU, Ivan Bakanov, amigo de infância de Zelensky, e da procuradora-geral Iryna Venediktova, que liderou a operação para processar crimes de guerra russos, foram publicadas no site da presidência

"Tal leque de crimes contra fundações de segurança nacional do Estado... colocam uma série de questões relevantes aos seus líderes. Cada uma dessas perguntas vai ter uma resposta adequada", disse Volodymyr Zelensky.

 

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