Pesadas baixas entre os soldados enviados por Kim Jong-un estarão na razão por detrás da retirada
Foram enviados aos milhares para ajudar a Rússia a recuperar grande parte de uma região que a Ucrânia conquistou em agosto, mas agora ninguém os vê há semanas.
Os soldados da Coreia do Norte, cerca de 11 mil, não combatem desde meados de janeiro, de acordo com informações das secretas da Coreia do Sul, que estão a acompanhar ao pormenor a presença norte-coreana na guerra.
Isto porque Seul teme que o objetivo de Kim Jong-un ao enviar estas tropas passe por um treino real, já que as tropas de Pyongyang têm um grande efetivo, mas não têm qualquer tipo de experiência de combate.
O Serviço Nacional de Informação da Coreia do Sul divulgou novos dados sobre a presença do inimigo na Rússia, confirmando uma notícia recente do The New York Times, que dava conta da saída das tropas norte-coreanas da linha da frente onde combateram durante algumas semanas, embora sem grande sucesso.
De acordo com os dados cruzados da Ucrânia, Coreia do Sul e Reino Unido, cerca de um terço dos soldados norte-coreanos morreu ou ficou gravemente ferido, no que terá sido uma consequência da total impreparação para um cenário de guerra, ainda mais para mais numa era moderna em que os drones fazem parte dos combates.
“Desde meados de janeiro que não há sinais a mostrar tropas norte-coreanas em combate na região de Kursk”, confirmou o NIS, numa altura em que a Rússia ainda não conseguiu reconquistar totalmente uma região que pertence ao seu território original.
Ainda de acordo com as secretas sul-coreanas, o número elevado de baixas no contingente norte-coreano parece ser a causa para a retirada, enquanto se tentam perceber as razões que estão por detrás de tantas baixas.
Das cerca de 11 mil unidades enviadas para combater ao lado da Rússia, a Coreia do Norte já contará com mais de 300 mortos e 2.700 feridos. Dois soldados foram recentemente capturados, o que permitiu um maior entendimento da presença norte-coreana na guerra, sendo que muitos deles, senão todos, parecem não saber exatamente contra quem ou porque estão a combater.