Rússia retalia a sanções diplomáticas de cinco países europeus

Agência Lusa , BCE
29 mar, 20:43
Moscovo (EPA)

Sobre a decisão da Bélgica, Irlanda, Países Baixos e República Checa de expulsar diplomatas russos, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, afirmou à agência TASS: “Responderemos a todos”

A Rússia anunciou esta terça-feira que congelou as contas da embaixada da Polónia em Moscovo e que irá responder à expulsão de diplomatas russos na Bélgica, Irlanda, Países Baixos e República Checa.

A retaliação diplomática da Rússia é uma resposta às sanções ou expulsão de diplomatas russos anunciadas por aqueles cinco países europeus, por causa da invasão militar da Ucrânia.

O embaixador russo na Polónia, Serguei Andreev, afirmou ao canal de notícias Rossiya-24 que as contas da embaixada polaca em Moscovo foram bloqueadas em resposta à expulsão de 45 funcionários russos na congénere em Varsóvia.

Sobre a decisão da Bélgica, Irlanda, Países Baixos e República Checa de expulsar diplomatas russos, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, afirmou à agência TASS: “Responderemos a todos”.

Bruxelas deu a 21 diplomatas russos um prazo de duas semanas para deixarem a Bélgica, por alegado tráfico de influências e envolvimento em ações de espionagem.

O governo dos Países Baixos ordenou a expulsão a 17 diplomatas da Rússia, considerando-os “uma ameaça à segurança nacional”.

A Irlanda também anunciou a expulsão de quatro diplomatas russos, considerando que as “suas atividades não se coadunam com os padrões de comportamento da diplomacia internacional”.

Em sentido oposto, a Rússia anunciou a expulsão do seu país de 10 diplomatas das repúblicas bálticas da Estónia, Letónia e Lituânia que, em 18 de março, adotaram medidas semelhantes em relação a representantes da diplomacia de Moscovo.

A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 34.º dia, causou já a fuga de mais de dez milhões de pessoas, mais de 3,9 milhões das quais para os países vizinhos, de acordo com os mais recentes dados da ONU – a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

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