Em 40 meses de guerra, os russos perderam mais de 130 T-90 - não apenas os mais recentes modelos M, mas também os mais antigos T-90A e T-90S
A Rússia está a produzir centenas de tanques T-90M por ano, o seu modelo mais avançado, mas apenas uma fração está a ser usada na guerra contra a Ucrânia, avança a Euromaidan Press, que dá conta que a maioria permanece armazenada, levantando dúvidas sobre as intenções futuras do Kremlin.
Apesar das duras sanções internacionais contra a fábrica Uralvagonzavod, a produção de T-90M – um blindado de 51 toneladas, tripulado por três militares e com armamento de ponta – mais do que triplicou desde 2022. Um estudo da Conflict Intelligence Team (CIT) estima que, em 2024, a produção tenha superado as 200 unidades e poderá atingir 300 por ano brevemente.
"De acordo com as nossas estimativas, Uralvagonzavod produziu 60 a 70 tanques T-90M em 2022. Em 2023, entre esforços para mobilizar a indústria de defesa, a produção pode ter aumentado para 140 a 180 tanques e, em 2024, pode ter ultrapassado 200 unidades anuais, aproximando-se provavelmente de uma taxa de produção de 250 a 300 tanques por ano", adianta o estudo, que estima que este tanque seja o mais produzido em 2025.
O jornal ucraniano adianta que em 40 meses de guerra, os russos perderam mais de 130 T-90 - não apenas os mais recentes modelos M, mas também os mais antigos T-90A e T-90S.
“Dado que mais de 130 [dos T-90M] foram destruídos, estima-se que 410 a 500 permaneçam em serviço”, concluiu o CIT.
No entanto, apenas cerca de 15% dos tanques russos na frente ucraniana são T-90M.
A preservação dos T-90M poderá indicar que a Rússia estará a guardá-los para uma futura ofensiva, ou até para outro conflito fora da Ucrânia. O Serviço de Informações de Defesa dinamarquês alertou que Moscovo poderia iniciar uma nova guerra em países vizinhos no prazo de seis meses após o fim do atual conflito.
Apesar da capacidade de produção ter aumentado, a Rússia enfrenta desafios causados pelas sanções: escassez de componentes sob sanções, dependência de maquinaria industrial estrangeira e crescente desgaste do equipamento de fabrico.
